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A cobrança por marcação antecipada de assentos é justa?

Como a maioria dos viajantes já sabe, as companhias aéreas estão monetizando todos os aspectos de um voo; ou seja, cobram por tudo que não é o transporte em si. Uma das cobranças mais polêmicas é a da bagagem, mas a maioria das companhias está cobrando pela marcação antecipada de assentos. Os passageiros com status nas companhias, entretanto, ou estão isentos da cobrança ou pagam um valor bem abaixo daquele ofertado àqueles sem status.

A Lufthansa, por exemplo, exige 25 euros por trecho para a marcação antecipada. Em um voo para a Europa com uma escala na Alemanha, isso significa um acréscimo de 100 euros na passagem de ida e volta. Não é pouca coisa.

A American Airlines, por sua vez, chega a cobrar USD 150 para quem quer voar nos assentos Main Cabin Extra em voos internacionais de longa distância. Até mesmo para quem quer voar no corredor, há a cobrança de até USD 75. Só não paga mesmo quem topar voar no assento do meio.

A Swiss também está cobrando extra para quem quiser sentar no assento “trono” da sua classe executiva.

A British Airways é a mais radical: cobra marcação de qualquer assento até mesmo para quem emite passagens em classe executiva (só os passageiros BAEC Gold e Oneworld Emerald estão isentos da cobrança).

Essa cobrança é justa?

Por um lado, antecipar a marcação evita a mudança de assentos a bordo e facilita  a vida do passageiro. Eu, por exemplo, me sinto desconfortável quando alguém me pede para mudar de assento. Afinal, quando eu faço as minhas reservas eu sempre escolho o assento antecipadamente se me for dada a oportunidade.

Por outro lado, o passageiro que comprou a passagem vai ocupar um assento de qualquer forma. Tanto faz para a companhia aérea se ele sentar no 24A ou 26E.   É diferente da bagagem, que acrescenta peso ao voo,  aumenta o gasto de combustível e demanda pessoal para despacho e para manipulação na partida e chegada. Cobrar a mais pela escolha do assento além do valor da passagem e das taxas é um modo de alienar o passageiro.

Imaginem uma família –  os pais e dois filhos – em um voo da Lufthansa. Escolher assentos antecipadamente significa o desembolso de 400 euros a mais na viagem. Eu acho caríssimo.

Eu entendo e aceito que as empresas querem ter lucro, mas acho que esses valores estão super inflacionados.

E vocês? Acham a cobrança justa? Acham que o preço deveria diminuir ou não deveria haver qualquer cobrança?

2 Comentários

  1. Daniel

    Prezada Beatriz,

    Acho a cobrança, tanto em animal class como em business, algo lamentável, digno da tentativa das cias de “depenarem” os clientes ao máximo…

    Mas a cobrança em business se apresenta como ainda mais vergonhosa. O cliente já está pagando, em dinheiro ou milhas, um valor muito maior para ter um tratamento diferenciado e é obrigado, caso queira marcar assentos, a arcar com valores.

    De minha parte, por exemplo, deixei de emitir business Swiss com milhas depois de tal decisão. Voei em tal cia no último mês de maio, achando o soft product interessante, enquanto as cadeiras e, em especial, o monitor datados da época da chegada da cia no Brasil; e voarei novamente em setembro. Mas, em ambos os casos, emiti antes da cobrança de marcação de assentos.

    Depois desta “inovação” da Swiss, buscarei outras cias que não cobram tal… como a cia entende poder cobrar tal pois o mercado é livre, igualmente utilizo-me desta máxima do mercado livre e buscarei seu concorrente que não me cobrar para marcar assentos na executiva.

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