É inegável que o modelo low-cost é um sucesso e viagens intercontinentais por menos de USD 300 (cerca de R$ 1.000,00) se transformam em vendas instantâneas para as empresas que as oferecem. A LEVEL, do mesmo grupo da British Airways e Iberia, é um tremendo sucesso já no seu primeiro dia de vendas (clique aqui para saber mais) e o grupo Air France-KLM também está planejando o lançamento da sua low cost. Ou seja, a viagem low-cost de longa duração chegou para ficar.

Mesmo as empresas que não operam no segmento baixo custo estão modificando a sua estrutura tarifária para acomodar bilhetes que só contemplam o transporte em si: todo o resto – bagagens, escolha de assentos, refeições etc – é cobrado à parte (clique aqui para saber mais). Os exemplos mais recentes são a United e a American Airlines. O próprio Regulamento 400 da ANAC é um exemplo dessa tendência, apesar de algumas empresas brasileiras ainda não terem entendido o conceito muito bem (clique aqui para saber mais).

Outras, sem mudar a sua estrutura tarifária, estão remodelando as cabines, tirando banheiros para instalar mais fileiras de assentos, como a Emirates em seu A380-800. A British Airways recebeu duras críticas da comunidade de viagens e turismo ao anunciar que vai reduzir a distância entre assentos – a redução é de tal monta que os assentos da Ryanair serão mais espaçosos.

Fica a pergunta: quem vai pagar mais para voar nas companhias aéreas tradicionais quando essas oferecem os mesmos serviços e assentos que as low cost?

Na outra ponta do consumo de viagens aéreas, as companhias aéreas estão, pouco a pouco, diminuindo a oferta de assentos em primeira classe e focando no desenvolvimento da cabine executiva. Recentemente, a Qatar anunciou a sua QSuites sem qualquer menção a melhoras na sua primeira classe (clique aqui para saber mais). A Lufthansa, por sua vez, também está reduzindo a sua primeira classe. Os mesmos A380-800 da Emirates que transportam 615 passageiros não oferecem serviço de primeira classe.

A classe executiva é mais densa e menos luxuosa do que a primeira classe, o que está levando as empresas a investirem mais na privacidade e na oferta de um produto mais bem acabado para dar conta da ausência da first em suas aeronaves.

O futuro das viagens aéreas está concentrado nesses dois pólos: no desenvolvimento de uma classe executiva cada vez mais exclusiva e a classe econômica com cabine densificada e com tarifas diferenciadas de acordo com os produtos/serviços que o passageiro deseja adquirir.

Não é difícil escolher em que cabine queremos voar. Por isso é importante traçar uma estratégia para acumular pontos e milhas e voar confortavelmente.