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Air France

A380 da Air France perde parte do motor sobre o Atlântico

Gente, não é brincadeira, não … Os passageiros e a tripulação do voo AF 66 que ia de Paris para Los Angeles tiveram um susto daqueles hoje. Parte do motor se soltou da aeronave quando o A380 estava sobrevoando o Oceano Atlântico. O AF 66 fez um pouso de emergênciaem Goose Bay, no nordeste do Canadá.

Em uma avaliação superficial da aeronave no solo foi constatado vazamento de fluido hidráulico.

Olhem só o estrago:

Esses motores são produzidos pela General Electric, que está com um pepino nas mãos agora. Ainda mais que a Emirates, a maior operadora de A380 do mundo, trocou de fornecedora. As suas aeronaves agora, ao invés da GE, vem com motores Rolls Royce.

Eu tenho que dar graças a Deus que nunca tive nenhum problema em nenhum voo que fiz. Uma única vez o voo arremeteu chegando no Galeão e só – mas foi tudo super tranquilo, mesmo assim.

E vocês já passaram por alguma situação de emergência?

17 Comments

  1. José Carlos

    A senhora, como grande viajante, experiente e muito respeitada na internet, o que reconheço e elogio, justamente por ser uma viajante frequente que é, deveria, pelo menos, se atentar para os termos corretos ao escrever sobre aviação. Eu sei que o objetivo do site não é a parte técnica da aviação em si, mas sim viagens, serviços das companhias, programas de fidelidade, etc, mas, no entanto, demonstraria um pouco mais de saber se a senhora não errasse alguns termos.

    Falar turbina em vez de motor é um erro comum para os leigos, mas a senhora não deveria ser leiga, ainda que o foco do site não seja exatamente esse. Turbina é apenas uma pequena parte no interior dos motores, e fica bem no interior mesmo e na parte mais traseira. O que vemos embaixo das asas, como um todo, são os motores, não podendo ser chamados de turbinas, ainda mais quando a parte que se soltou foi na parte da frente do motor. Fica minha sugestão de correção, justamente por ser uma viajante frequente.

    Além disso, me espanta uma viajante frequente que, inclusive, respeito muito, utilizar certos termos que demonstram “medo” ou “pânico” no que se referem a essas situações. Um viajante frequente, por mais que não trabalhe com aviação e seja focado mais nos serviços das companhias aos passageiros do que na operação técnica que elas dão as suas aeronaves não deveria ficar falando “ainda bem que não aconteceu comigo”, “nossa, que susto”, “que pavor”, “nossa, um dia meu avião arremeteu, que medo”. Ao conhecer a aviação sabe-se o quanto existem procedimentos altamente rígidos e complexos nessas situações, o que visa resguardar a máxima segurança dos passageiros. O que aconteceu com o voo da air France de fato foi grave, mas, no entanto, de maneira alguma prejudicou, nem em 0,0001%, a segurança do voo. O pouso de emergência, por óbvio, foi correto, mas vale ressaltar que a aeronave conseguiria realizar um pouso de emergência em extrema segurança ainda que perdesse, em vez de 1, todos os seus motores. A alta tecnologia e as redundâncias existentes nos projetos das aeronaves, no caso como o ocorrido, jamais permitiram que a segurança do voo fosse afetada. Ok que os passageiros não tem obrigação de saber isso e é plausível que se apavorem ou sintam medo, mas acho que a senhora, justamente por ter mais conhecimento, poderia, em vez de “jogar mais combustível” na questão do medo, demonstrar que mesmo nas situações graves, a segurança da aviação é tão avançada que a situação é menos grave do que aparenta (e, de fato, aparenta muito). Isso faz com que as pessoas, principalmente as que têm medo de voar, tenham mais motivação para viajar e não se deixem levar por notícias sensacionalistas da imprensa, que erram, grotescamente, ao relatar esses eventos.

    Uma arremetida, por exemplo, ainda que não seja super frequente, é um procedimento absolutamente comum e não quer dizer que nada esteja errado, mas sim que o piloto, ao detectar uma incongruência no procedimento de aproximação (ainda que mínima) toma a decisão de abortar o procedimento, visando sempre a máxima segurança do voo. Não quer dizer que o pouso não se satisfaria corretamente caso não feita a arremetida, mas sim que foi feita com vistas à máxima precaução. Feita a arremetida, o passageiro deveria, na verdade, comemorar, pois sabe que a segurança está sendo levada em primeiro lugar e que o piloto, ainda que fosse possível, preferiu não dar andamento ao procedimento, pois colocou a segurança acima de tudo.

    Fica aqui minha mera sugestão, portanto. Peço desculpa se a ofendi, pois o objetivo foi fazer uma crítica construtiva, pois devemos evitar que informações exageradas se propaguem.

    • José Carlos

      Veja bem, complementando meu comentário, não quero dizer que a situação não é uma considerada bastante grave, mas sim que todos os procedimentos de segurança, manuais e projeto da aeronave, são todos feitos já antevendo situações como essa e, até, situações muito piores. Acho que seria legal abordar essa parte também, pois muita gente não sabe.

      Mas enfim, em suma, respeitados os protocolos, ainda as situações graves como essa não são capazes, dentro da aviação que temos nos dias atuais, de prejudicar a segurança dos passageiros. Tanto é que o pouso de emergência foi feito, em aeroporto alternado que já estava previsto no plano de voo como alternativa (pq na aviação SEMPRE se antevê os problemas) e ninguém se feriu.

      • Beatriz

        Não me ofendeu em nada! Aliás, aprendi agora que a turbina é parte do motor.
        Quanto à segurança, em momento nenhum critiquei a Air France ou afirmei que as devidas precauções não foram tomadas. Apenas relatei o acontecido e que houve um estrago no motor.
        Se eu estivesse nesse avião, certamente teria entrado em pânico após o barulho do estouro e da vibração da aeronave (que foi relatada pelos passageiros, mas que eu não reportei). Assim como acredito que a maioria dos 520 passageiros tenha ficado, no mínimo, muitíssimo preocupada. We’re only human after all …

        • José Carlos

          É claro, e as pessoas possuem toda a razão ao ficar em pânico. Como você mesma disse, we’re only human after all.

          Todas as peças das aeronaves, principalmente as que ficam em contato com o fluido no
          qual a aeronave se desloca (ar), são projetadas com toda a aerodinâmica necessária para que o ar passe “lisinho” e não cause turbulência nas superfícies. Faltando uma peça, esse efeito fatalmente ocorrerá, para o desespero dos passageiros é verdade. De qualquer forma é efeito já esperado dentro das situações.

          Fica aqui meu parabéns pelo site, acompanho todos os dias.

    • Ricardo

      Apenas salientando que há limites para vôos com aeronaves a jato. Não pousaria com a perda dos 4 motores. A redundância em um avião a jato é de 100% assim um avião com 4 motores consegue voar com apenas dois. Perder 3 ou 4 implicaria em queda da aeronave. Tanto é que aviões de duas turbinas tem limites de voo sobre a água porque a perda de 1 dos motores implicaria em encontrar um aeroporto para pouso de emergência dentro de um tempo máximo especificado para tal aeronave. É verdade que as mais modernas tem este limite cada vez maior. Mas avião a jato sem motores praticamente não consegue planar.

      • José Carlos

        Caro Ricardo,

        Discordo de sua informação. Com todo o respeito, é claro, é importante ressaltar que qualquer aeronave, eu repito, qualquer aeronave, mesmo os jatos e mesmo os mais gigantescos, possuem, SIM, uma razão de planeio. Por exemplo, a razão de planeio de um simplório Cessna é 10:1, já a razão de planeio de um Boeing 747 é de 19:1. Engana-se, portanto, quem acha que, por ser mais leve, um Cessna planaria mais que um 747.

        O fato de existir a certificação ETOPS, que é o que o senhor se referiu quando falou a respeito dos limites (cada vez maiores hoje em dia) sobre a água, não tem nada a ver com o avião não possuir razão de planeio, por exemplo. É claro que essa razão de planeio, a depender da localização, altitude e velocidade da aeronave, pode não ser suficiente quando se perde todos os motores, mas isso não invalida nada que eu disse. De qualquer forma, os limites ETOPS não mudam esse fato.

    • Flaviobbb

      Caraio, quando virar filme me chama!!!

    • Aaaddict

      Na verdade eles tiveram sorte no azar.
      Na decada de 90 um motor de um 747 se soltou e bateu no outro Motor e nos flap e o avião acabou caindo.
      Na foto deu pra ver que tiveram sorte, nada foi afetado, a motor com problemas foi o de “fora”.

    • Rafael

      O que é isso? Trocaram o palestrante em cima da hora no seu treinamento e ficou o trauma? Dilui isso, bola pra frente 😉

  2. Ricardo

    Num voo entre Fortaleza e Natal num EMB Brasília da Nordeste (subsidiária da Varig) um vento arrastou a aeronave na aproximação final tirando-a da cabeceira da pista. O piloto arremeteu com sucesso.

  3. PauloHCM

    José Carlos, exigir que uma advogada blogueira utilize corretamente todos os termos da aviação é de uma presunção ímpar. Espalhar mentiras também… Me diga como um motor despedaçando não interfere na segurança de um vôo? Os engenheiros não projetaram a soltura das peças de um motor em desmanche para voarem sempre para longe do avião. Então uma peça poderia sim, a qualquer momento, atingir a fuselagem, ou mesmo a asa, provocando despressurização, perda de sustentação, vazamento de combustível ou qualquer outro dentre inúmeros fatores ocasionados por um motor em desmanche a 30.000 pés e 850km/h. Afirmar que isso não prejudicou a segurança do voo em 0,0001% é o que conhecemos por esquizofrenia. Informar que o avião conseguiria realizar um pouso de emergência com os 4 motores desligados nem necessitaria de resposta, ainda mais que a razão de planeio de um avião é uma medida teórica, onde o avião estaria em linha reta, e utilizando várias técnicas de pilotagem. Só em ter que virar uma curva e dar meia volta, já teria perdido boa parte da altitude, sem considerar também mudanças de tempo, chuvas, alteração da direção dos ventos, etc.

    E, mesmo a aviação sendo muito segura, nunca é demais lembrar do voo AF447, onde os dois copilotos conseguiram derrubar um avião em perfeito funcionamento, onde a única falha detectada foi um sensor de velocidade do ar que deixou de informar os dados por alguns segundos.

    Por fim, gostaria de salientar que ler “no que se referem” foi muito mais incômodo do que chamar motor de turbina.

    • Daniel

      PauloHCM, Perfeitas as suas colocações!!!

      Corrigir uma advogada blogueira e cometer erros de português é das duas uma: prepotência OU incômodo (por ser vinculado a outros sites ou não conhecer tantas cabines como a Beatriz)…

      Beatriz, parabéns pelo Blog, GRATUITO!!! Aqui não é o Mestre das Comissões nem o Melhores Cópias… você faz o que faz visando apenas ao conhecimento dos leitores… e ainda tem de ler (e se dignar a responder) uma crítica supostamente construtiva mas bem impertinente pelo fato do blog, como o próprio nome diz, não ser sobre Aviões, mas sim sobre MILHAS. Se fosse site no qual se discutisse aeronaves e questões técnicas, ok… mas um blog sobre milhas???

      O que me faltava era isto: correção de termos técnicos de aeronaves em um site no qual se discute viagens. Quando viajei na First da Qatar ou, em março, ao viajar no Apartment, não me interessa o nome se é turbina ou motor: interessa o prazer de estar a bordo e a gratidão a este blog por ter me ajudado a emitir tais bilhetes!!!

  4. ROGERIO

    Beatriz, parabéns pelo seu site e por demonstrar paciência e educação com gente tão chata! A maioria dos seus leitores entendeu muito bem a matéria e você não precisa ter nenhum conhecimento técnico sobre aeronaves. Obrigado pela suas informações valiosas.

  5. Guilherme

    A Beatriz poderia utilizar a linguagem jurídica para escrever, mas tenho certeza que tornaria o conhecer bem massante para quem não é da área. Querer que ela utilize termo técnicos, quando a maioria que frequenta a página também é leigo e busca uma leitura direta e fácil, seria exagerado.
    Beatriz, está tudo ótimo e desde já agradeço por não fazer parte das tuas postagens qualquer tipo de exibicionismo como ocorre em outros sites de primeira!

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