Pilotos, co-pilotos e comissários de voo definiram em assembleias realizadas nesta segunda-feira (24) em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre decretar estado de greve nos aeroportos.

Os aeronautas brasileiros ameaçam parar nesta sexta (28), às vésperas do feriado de 1º de maio, em adesão ao movimento contra as reformas trabalhista e previdenciária.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, assembleias com mais de mil funcionários decidiram, nesta segunda (24), pelo estado de greve. Nova assembleia está marcada para a tarde de quinta (27) para decidir se vão parar mesmo.

O diretor do sindicato, Adriano Castanho, afirmou que quatro pontos da reforma trabalhista atingem em cheio os aeronautas. Eles esperam que o governo e o relator da reforma trabalhista, Rogério Marinho (PSDB-RN), se sensibilizem com o seu pleito. Eles têm reunião com Marinho nesta terça (25). A categoria resiste especialmente a alguns pontos do PL 6.787, como o que admite a possibilidade de trabalho intermitente, em que a empresa poderia chamar o contratado para trabalhos esporádicos e pagar apenas por trabalho realizado; possibilidade de demissão por justa causa de quem perder certificado médico (CMA) ou for reprovado em exame de revalidação; o fim da ultratividade, que preserva a validade de acordos coletivos até sua renovação, e o ponto que desobriga empregadores a negociar previamente com entidades sindicais pretensões de promover demissão em massa.