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American Airlines

American Airlines: dia de críticas ao B737-MAX

A American está apanhando nas redes sociais. Diversos blogs de aviação e de milhas estão postando sobre a péssima experiência de voo nos novíssimos B737-MAX da empresa. A aeronave está sendo chamada de “prisão voadora” e “horror” para vocês terem uma ideia. Mas quais são os problemas que estão sendo relatados?

O principal problema se refere ao espaço em geral.

O espaço no assento. Uma passageira que viaja duas vezes por semana há anos afirma categoricamente que é a classe econômica mais apertada que ela já voou na vida. Ela se deu ao trabalho de medir os assentos e diz que a distância entre eles é menor do que aquela oficialmente anunciada pela American (clique aqui para ler o artigo).

É difícil trabalhar com o computador nessas aeronaves  por conta da distância entre fileiras.  Os joelhos tocam o assento da frente …

O colaborador do TPG estava rindo porque não estava voando …

O passageiros da primeira classe também foram premiados com um produto relativamente inferior. Apesar dos novos assentos contarem com uma tomada USB, eles são os mesmos utilizados na econômica premium do B777 e do B787. Ou seja, são mais estreitos e com menos reclinação do que os assentos das outras aeronaves.

O espaço para acomodar as malas. Segundo um colaborador do TPG, o compartimento de bagagens acima das fileiras 9 e 10 é fechado porque a empresa o utiliza para guardar equipamento. E nessas fileiras ficam os assentos main cabin extra, que supostamente são os melhores, e que são destinados a passageiros com status ou que pagam mais para sentar ali. Uma ideia de “jênio”.

O espaço dos banheiros. Todo mundo que utilizou um dos dois banheiros disponíveis para a econômica (sim, são 2 banheiros para 156 passageiros) diz que quando você lava as mãos, a água espirra na roupa e no chão porque a pia é mínima. E o banheiro é mínimo, também.

Nenhum assento, nem mesmo os da primeira classe, contam com tela de entretenimento individual. A American adotou a fórmula (BYOD – bring your own device, ou traga seu próprio equipamento). A empresa colocou aparadores de tablets nos assentos.

Eu pessoalmente não gosto dessa opção em voos domésticos. Muitas vezes viajo apenas com meu celular e é bem complicado ver qualquer filme naquela telinha. Mas parece que essa será a tendência das companhias aéreas por dois motivos: o preço de compra/leasing da aeronave cai, e há menos peso, o que economiza combustível.

Acho que há um problema crucial na nova experiência que as companhias aéreas estão oferecendo. Elas afirmam que os passageiros querem pagar menos e que isso implica em oferecer um produto pior. Faz todo o sentido.

Mas quando o produto é muito ruim, uma diferença de preço que não seja tão significativa fará com que esse passageiro migre para um produto melhor. Não é à toa que a Southwest está crescendo exponencialmente nos Estados Unidos, assim como a Azul expandiu aqui no Brasil.

No meu caso específico, eu não faço questão de acumular milhas em trechos domésticos, porque eu viajo com mais frequência para o exterior. Assim, quando viajo a trabalho no Brasil e me dão opção entre LATAM, GOL, Avianca ou Azul, eu sempre opto pelas duas últimas. A experiência de voo é muito melhor e, para mim, é isso que vale.

O que vocês acham dessas mudanças na experiência de voo? Pagariam mais para viajar melhor, ou optariam pelo preço mais baixo?

 

 

 

 

 

8 Comentários

  1. Ferreira Jr

    Como Vc bem comentou, tudo tem limite. A economia do bilhete mais em conta sem conforto só é interessante para vôos muito curtos, quando não se tem tempo útil para quase nada. Em países continentais como o Brasil ou para vôos médios e longos entre países, o serviço ruim é um tiro no pé da empresa. Não fôsse assim, não existiriam pessoas pagando por assentos mais caros nas aeronaves .

    • Beatriz

      Concordo, Ferreira. Pessoalmente, em voos acima de 2, 3 horas, eu já prefiro algo melhor. Ponte aérea, voos de 1:30, aí eu aguento.

  2. SÍLVIO CARNEIRO

    Causa-me surpresa que a AA não tenha posto “assentos” para viajar em pé. Viajei neles uma única vez, ide na econômica e volta na executiva. Parecia um ônibus aéreo. Era um 767 na ocasião. Não me causa surpresa este processo de pioria contínua pela qual passam algumas aéreas.

  3. PauloHCM

    Parece que nunca viajaram na WebJet. Era gente entendi com roupas dentro de sacos de lixo preto, poltronas apertadas e muitas quebradas, bandeja sem trava, e foi uma das primeiras a vender lanche. Quando vc pedia uma água e fazia observação do preço, o comissário fechava a cara e falava: “A cobrança de água e lanche se reflete no preço da passagem”.

    O que me assustou nessa foto do 737 foi o espaço inexistente para as pernas. Me assustou muito mesmo.

    Tomara que a Gol não invente de colocar essa distância entre assentos para fazer vôos are Miami nesse 737.

  4. Gerson

    Tenho uma leve impressão que estamos voltando para o começo da era da aviaçao, onde viajar era um luxo, os assentos confortaveis, refeiçoes adequadas, atendimento diferenciado, etc… Pois me parece cada vez mais que as cias aéreas estao se “preocupando” apenas com os assentos premium, e nao ligando muito para a economica, oferecendo cada vez mais um produto inferior ao que ja é encontrado no mercado; nos forçando a comprar assentos premium para termos uma viagem que nao seja uma experiencia ruim.
    Basta ver a diferença de divulgaçao de um assento premium e um assento economic nos ultimos lançamentos de cabines.

  5. Daniel

    Prezada Beatriz,

    OFF-TOPIC: escrevo para lhe agradecer IMENSAMENTE pois, por volta do mês de março, comentei contigo da minha emissão GRU-SYD voando business IBERIA&Cathay por 110k Multiplus. Diante desta notícia, você até fez um post, copiado por alguns sites brasileiros especialistas em reproduzir de outros blogs.

    À época, você me deu uma “aula de emissão”, ao soltar, logo depois, que emitira uma volta ou ida para a Ásia, em First, com a British por 140k (ou seja, apenas mais 30k do que eu gastara).

    Foi motivo de inspiração esta sua emissão…

    Planejei-me, utilizando de promoções do Km de Vantagens e, em especial, compras na razão de 10×1 pontos por real gasto em algumas lojas.

    E, assim, por meio do Expertflyer, na madrugada do último sábado fui avisado da disponibilidade para o final de novembro de 2018 do trecho pretendido todo em First: Pequim a Guarulhos, sendo o primeiro trecho no 787.

    Liguei para o Multiplus às 01:15hs. e após 30min de um excelente atendimento prestado, gastei 280k (02 pax) e meros R$ 390,00 de taxas.

    Só tenho, pois, de lhe agradecer!!! Retornar de um local tão longe como o oriente deve ser uma viagem ULTRA cansativa… e, de First, por certo se ameniza este efeito negativo… claro que não é “aquela First” (já conheci da Qatar e, ano que vem, conhecerei da Etihad no A380 e da Thai no A380… tudo de milhas AA ou United), mas, pelo que leio dos blogs internacionais, a First da British é uma das melhores Business que existiria…rsrs.

    MUITO OBRIGADO!!! Seus ensinamentos e a leitura de seus posts contribuíram SOBREMANEIRA para este êxito!!!

    E parabéns pelo EXCELENTE SITE!

    • Edmilson

      Daniel , precisa de pagar pra usar essa funcionalidade no expertflyer?

      • Daniel

        Positivo. 10 doletas ao mês.

        Mas valeu cada centavo!!!

        Por exemplo?

        Tinha planejado viajar First Thai saindo de FRA em 02/11 até KIX, com conexão em BKK de 17 horas, onde aproveitaria para conhecer ao menos algum templo.

        E eis que havia disponibilidade todos os dias praticamente, até o dia 26/10… de repente, desapareceu.

        Fui olhar no site do Expertflyer e descobri que, por um MEGA azar de minha parte, o segundo trecho (a conexão) terá sua aeronave trocada a partir do dia 26/10, não mais sendo um 747, mas sim um 777, sem First. O mesmo serviço me mostrou que haveria ainda assim uma forma de fazer toda a viagem em First, reduzindo a conexão para 2 horas.

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