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Cias Aéreas Brasileiras, LATAM, Programas de Milhas

Análise das Alterações do LATAM Fidelidade para 2017

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Bom, há algumas horas atrás a LATAM publicou as alterações completas do seu programa de milhagem, o LATAM Fidelidade para o ano de 2017. Inicialmente, com base nas escassas informações a respeito das mudanças, achei que elas seriam extremamente desvantajosas para todos os passageiros, conforme publiquei aqui. Mas após a leitura mais atenta das novas regras, acho que alguns tipos de passageiro frequente serão beneficiados.

Então, quem é o maior prejudicado?

Para o acúmulo de pontos Multiplus – aqueles que  servem para que possamos resgatar passagens aéreas – o baque foi para todos. Houve a introdução de um índice multiplicador que varia de acordo com seu status no Fidelidade. A lógica é simples: quanto maior o seu status, maior o seu multiplicador. Esse multiplicador é aplicado face ao valor da tarifa – em reais para tarifas domésticas e em dólares para viagens internacionais.

Exemplo:

  •  trecho doméstico RIO -SP que custa R$ 100 reais
    • LATAM sem status: 250 pontos (100 x 2,5)
    • LATAM Black Signature: 800 pontos (100 x 8)
  • trecho internacional SP-MIA-SP que custa R$ 1.800,00 (sem taxas) = US$ 500
    • LATAM sem status: 2.500 pontos (500 x 5)
    • LATAM Black Signature: 6.000 pontos (500 x 12)

Hoje, esse treho doméstico estaria dando entre 200 e 300 pontos, dependendo do tipo de tarifa (os multiplicadores atuais são x2 e x3, independentemente do status do passageiro). A partir do ano que vem, os passageiros Platinum, Black e Black Signature terão direito a acumular um mínimo de 500 pontos por trecho.

O bilhete internacional, por sua vez, foi muito prejudicado. Uma ida e volta entre São Paulo e Miami dá cerca de 8.000 milhas, que é o número de pontos que um passageiro sem status consegue hoje. Quem é Gold acumula 10.000 pontos (8.000 + 25%) e quem é Platinum, Black e Black Signature acumulam 16.000 pontos (8.000 + 100%). No ano que vem, quem tem mais status só conseguirá 6.000 pontos.

Agora, em relação aos pontos Elite – aqueles que servem apenas para ascender nas categorias de status do programa, alguns tipos de passageiros foram premiados. Quais? Aqueles  que  viajam em cabine executiva para a Europa e África.

No caso de SP a Frankfurt, por exemplo, que dá 12.000 milhas ida e volta, o passageiro consegueirá 24.000 pontos qualificáveis em premium business access, e 36.000 pontos em premium business flex. Hoje, nas passagens em promoção, esse mesmo passageiro acumula 18.000 pontos qualificáveis, e nas passagens cheias, 30.000 pontos.

Nos voos para os EUA não veremos grandes alterações pois a tabela já prevê 200% de pontos qualificáveis para premium business access e 300% para premium business flex.

Clique aqui para ter acesso à tabela de distância em milhas entre os destinos voados.

Como a LATAM tem feito muitas promoções, com preços abaixo de R$ 4.000,00 para passagens em executiva, aquelas pessoas que têm flexibilidade para viajar e podem dividir as férias, em duas viagens o passageiro já se torna Platinum, que dá as seguintes vantagens (exceto os pontos bônus!):

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Agora, os passageiros que voam, principalmente, em voos domésticos, ficou bem mais difícil de conseguir qualificar para status:

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Quem compra um voo Rio – POA, por exemplo, em Megapromo, vai viajar 1.400 milhas ida e volta e vai ganhar 350 milhas qualificáveis. A LATAM afirma no seu site que haverá pontuação mínima de 500 milhas por voo . Se não houvesse possibilidade de qualificação por trechos, esse passageiro teria que fazer 80 viagens de ida e volta RIO-POA durante o ano. A tarifa mais comum, que é a Base, agora só acumula 75% dos pontos qualificáveis. No nosso exemplo acima, seriam 1.050 pontos, o que significam 39 viagens de ida e volta entre Rio e POA para ser Platinum.

Ou seja, para aqueles viajantes que voam majoritariamente dentro do Brasil, a situação piorou em todas as frentes – seja nos pontos Multiplus, seja nos pontos qualificáveis.

Quanto aos voos internacionais, houve uma melhora nos pontos qualificáveis, exceto para passagens promocionais em classe econômica.

Em relação aos voos Oneworld, para acúmulo de pontos Multiplus, as condições continuam as mesmas. Aqui é mais vantajoso viajar com a AA em econômica do que na LATAM. Na AA, você vai conseguir converter 100% das milhas voadas em pontos, mesmo na tarifa mais baixa. Na LATAM, o cálculo vai depender do valor da passagem e do seu status. Em econômica promocional, não resta dúvida que vale mais a pena voar pela AA para os Estados Unidos para acumular pontos para resgate em passagens na LATAM.

Já para os pontos qualificáveis, como a LATAM não tem acesso ao sistema das parceiras, ela resolveu simplificar: o passageiro consegue 50% dos pontos Multiplus. Naquele exemplo de SP-MIA-SP, voando AA em econômica mais baixa,  você consegue 50% das milhas voadas convertidas em pontos. Como a ida e volta são 8.000 milhas, você vai conseguir 4.000 pontos acumuláveis. Nesse caso de pontos qualificáveis é melhor voar LATAM.

Ou seja, nas parceiras, tudo vai depender do seu objetivo maior: você quer ter status ou acumular mais pontos? Euzinha prefiro status. Já fiz um post bem detalhado das vantagens de se ter status (clique aqui para acessar). Mas isso é uma questão puramente pessoal.

E para vocês, as mudanças foram boas ou ruins?

 

 

 

2 Comentários

  1. Letícia

    Quanto aos Pontos Multiplos, para voos nacionais até ficou interessante, principalmente para quem já tem algum nível mais elevado no programa. Parece ter ficado mais vantajoso, pois exceto nas megas promoções… vai dar para pontuar bem. Agora para voos internacionais, o bicho pega. O acúmulo de pontos baseado no valor em DÓLAR da tarifa ficou bem desvantajoso, principalmente para quem não tem status no programa.
    Agora quanto aos Pontos Elite, que qualificam o cliente a subir de categoria no programa, a pontuação continua baseada em milhas… mas ficou bem ruim para voos nacionais, principalmente para tarifas promocionais. Na verdade só ficou interessante mesmo para voos internacionais, principalmente em cabines premiums, que geralmente não é meu caso.
    Bom, de qualquer forma, já faz algum tempo que foco no valor das passagens e não mais na fidelidade dos programas. Como tenho o priority pass, consigo usufruir de algum conforto nas salas vips espalhadas pelo mundo, independente do meu status no programa ou tarifa paga pela passagem.
    Acho que as cias aéreas, no geral, estão piorando progressivamente seus programas de fidelidade nesses últimos 2 anos…

    • Beatriz

      Vai dar pra pontuar bem esse ano. Mas para manter isso, só com status, que ficou mais difícil de conseguir voando só doméstico.
      Se você ficar atenta às promoções, dá pra viajar de executiva a um preço bem razoável – mas os pontos multiplus vão murchar muito.

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