O governo americano está criando uma confusão incrível. Diversos blogs e jornais estão anunciando a proibição de aparelhos eletrônicos e elétricos sejam trazidos a bordo na cabine do avião, quando o voo tem origem em 13 países. Apenas estão permitidos os telefones celulares e aparelhos médicos. Câmeras fotográficas, laptops, iPads etc. terão que ir na bagagem despachada.

O problema é que não se sabe quais são os países e nem há propriamente uma lei proibindo! Apenas a Royal Jordanian e a Saudia admitiram que receberam uma “circular” do TSA por email. Os canais de mídia supõem que esses 13 países sejam do Oriente Médio ou muçulmanos.

A única companhia aérea a anunciar a proibição foi a Royal Jordanian, que apagou o tweet da sua conta, pois a medida ainda é secreta.

 

Para não ficar dúvidas: os atingidos não são nacionais dos países, mas passageiros de qualquer nacionalidade cujo voo tenha origem em um dos países e que tenham os EUA como destino. Ou seja, a medida pode ser aplicada a brasileiros viajando desses 13 países para os EUA.

O governo Trump parece ignorar que atentados a bomba em aviões geralmente ocorrem em virtude de explosivos serem colocados na mala despachada dos passageiros. Além disso, essa medida estapafúrdia pode trazer diversos problemas em relação à responsabilidade das transportadoras no caso de perda ou extravio de bagagens, e em relação à danos causados aos equipamentos durante o voo. Imaginem um laptop submetido a horas de temperaturas sub-zero …

E para culminar, o próprio governo americano proíbe as baterias de ion-lithium de serem despachadas. Como resolver essa contradição?

No mais, nunca se viu um governo americano tão desorganizado como esse, para não dizer outra coisa.

Link para a matéria no The Guardian, clique aqui.

Link para a matéria no CNN Money, clique aqui.