Vou transcrever, com edições, uma entrevista com o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, veiculada no O Tempo sobre a situação atual da companhia e dos aviões que ela arrendou para a TAP:

Depois de se desfazer de 34 aviões nos últimos três anos por causa da queda de demanda, a Azul começa a trazer de volta parte dessas aeronaves. Duas delas, que haviam sido arrendadas para a portuguesa TAP e cujos retornos estavam programados para 2018 e 2019, chegarão no Brasil neste ano – a primeira já em julho. A empresa tem ainda ampliado sua oferta introduzindo aviões maiores na frota.

Em relação à retomada da oferta, a intenção não é aumentar os assentos de forma indiscriminada, mas apenas em rotas em que os atuais aviões estão pequenos para atender a procura. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a empresa já aumentou sua oferta em 8,3%.

Dos 34 aviões que a Azul se desfez nos últimos três anos, 15 foram arrendados à TAP e 19 vendidos ou devolvidos. Atualmente, a maior parte dos aviões da empresa é composta por aeronaves da Embraer com 118 lugares. Em 2014, a Azul encomendou 65 aviões da Airbus com capacidade para 174 pessoas. Esses modelos já começaram a ser entregues e tem garantido a ampliação da oferta

A troca de aeronaves em algumas rotas fará com que aviões menores sejam liberados para atender novos destinos. A Azul pretende entrar em dez cidades em que não atuam concorrentes em 12 meses e analisa outras 20 para os três anos seguintes.

O especialista em aviação André Castellini, da Bain & Company, vê essa estratégia de ampliação da oferta mais relacionada ao “apetite da Azul para crescer” do que com o cenário do consumo brasileiro. Segundo Castellini, não há um fortalecimento significativo da demanda no País. “A impressão é que o (resultado econômico do) primeiro trimestre foi um soluço.”

No setor de aviação houve um aumento de demanda doméstica de 0,5% nos quatro primeiros meses do ano. A oferta recuou 0,8%, o que indica que as empresas ainda estão cortando o número de assentos oferecidos. A demanda por voos internacionais no país, porém, cresceu 11,1% no mesmo período.

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