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Austrália, Oceania

Breves Impressões Sobre a Austrália

Bom, termino aqui meus dias na Austrália. Foi uma viagem muito enriquecedora em um continente que ainda não havia visitado. Nos poucos dias que fiquei aqui, viajando entre Sydney, Brisbane, Gold Coast e Melbourne, anotei algumas coisas que achei bem interessantes sobre o país e algumas curiosidades do dia a dia. Não pretendo, de modo algum, esgotar o assunto até por que 10 dias em um país não tornam ninguém um expert no assunto …

1 – O transporte público funciona. Durante todo o meu tempo aqui, só peguei táxi uma vez: do hotel para a estação de trem em Brisbane (porque tinha uma ladeira e minha mala estava pesada). Os trens, ônibus e barcas são limpos e confortáveis, todos com refrigeração. A rede de transporte público é ampla e atende plenamente as necessidades dos turistas.

2 – Os prestadores de serviço são extremamente educados e cordiais. Eu sou carioca e moro no Rio de Janeiro, então, quando algum prestador de serviço me trata bem eu fico encantada. Nos hotéis, lojas, estações de trem, restaurantes – não tive qualquer dissabor e só tenho elogios a tecer.

3 – Os sinais da colonização inglesa estão bem presentes. Dos nomes das ruas (Edward, Elizabeth, George, Victoria – todos reis e rainhas ingleses), passando pela bandeira e pela língua, a Austrália respira a cultura anglo-saxônica. Sim, a Rainha Elizabeth é a Chefe de Estado da Austrália. Em Sydney, há diversas casas de chá. Gente, faz 40 graus no verão e o povo tomando chá!

4 – Seguindo o tópico 3, aqui a mão é inglesa. Aluguei um carro e me atrapalhei bastante ao dirigir. Tudo é invertido nas ruas e até mesmo dentro do carro. Liguei o limpador do para-brisa no lugar da seta diversas vezes …

5 – Há uma preocupação patente com acessibilidade. Todas as estações, shoppings, ruas – tudo é facilitado para quem precisa de assistência. Quando o sinal está verde para o pedestre, toca aquele som para os cegos atravessarem (já vi isso em muitos lugares da Europa). Todas as estações de trem têm elevadores e as as esquinas das calçadas são rebaixadas para os cadeirantes se locomoverem sozinhos. Creio que essa facilidade faz com que os cadeirantes saiam mais às ruas e sejam mais independentes. Vi muitos por aqui.

6 – Creio que a maioria dos imigrantes daqui sejam da Ásia. Há muitos filipinos, malaios, indonésios, vietnamitas, tailandeses, chineses e japoneses em todos os lugares. Mas em Melbourne há a maior comunidade grega fora da Grécia.

7 – O país caminha a passos largos para a automação dos serviços. Na minha experiência pessoal, todas as operações que envolveram transportes foram 100% automatizadas. Comprei o Opal Card em Sydney (o cartão que permite que você utilize toda a rede de transportes públicos da cidade) e fiz a recarga sem falar com nenhum ser humano. O mesmo aconteceu em Brisbane, Gold Coast e Melbourne. Nos aeroportos, a Qantas também automatizou o check-in. Até mesmo aquela fita de bagagem é fornecida no check-in automático e você mesmo a coloca na sua mala. Daí você leva a mala até a esteira e voilá! Pronto. É só pegar a mala no destino. Ah, e na hora que você coloca a mala na esteira, ela já calcula o peso para ver se há excesso.

8 – A Austrália é caríssima. Prepare-se! Aqui é mais caro que o Japão, por exemplo. Táxi é só em caso de muita necessidade ou caso você esteja viajando em grupo. A comida também é estratosférica. Em Sydney, fui tomar o café da manhã na rua e pedi 2 torradas com manteiga (fatias de pão de forma branco quentes, sem nada de especial), um donut, um café pequeno e um suco de laranja de garrafa. Preço: 20 AUD (cerca de 18 USD).

9 – Os australianos parecem não acreditar que vivem em um lugar quente. Não sei se dei azar nesses dias, mas ar-condicionado em lugar público é usado com muita parcimônia. Diversos restaurantes simplesmente abrem as janelas e pronto. Na sala VIP da Qantas e no aeroporto em si, estava muito quente.

10 –  As tomadas na parede têm um botão de segurança. Isso evita que crianças coloquem objetos nas tomadas e levem um choque. Ao ligar um aparelho na tomada, é necessário que você aperte o botão para liberar a eletricidade. Uma ideia a ser copiada. Ah, e a tomada aqui também é um pesadelo. Tenho que pedir adaptadores em todos os hotéis para meus eletrônicos.

11 – Apesar da influência anglo-saxônica, as o sistema de medidas é métrico. Litros, quilômetros, quilos! Graus centígrados! Nada de milhas, galões, pés e Farenheit … Ufa!!!

12 – Todos os grandes aeroportos têm transporte público de qualidade para levar os passageiros para a cidade. As estações ou pontos de ônibus são de fácil acesso – facílimo, para dizer a verdade – e o preço compensa para quem está viajando sozinho ou em dupla. Em Sydney, como em Brisbane e Melbourne, o preço é 17 AUD para pegar o trem ou shuttle do aeroporto para a cidade e vice-versa. O táxi está na casa dos 50 AUD.

13 – Jogos de azar são legalizados aqui. Há cassinos e, pasmem, mas 20% das máquinas de pôquer eletrônicas estão aqui. Conversando com um australiano, ele me disse que há muita gente viciada aqui e que o jogo é um grande problema no país.

14 – Muitas vezes há cobrança adicional por uso do cartão de crédito. A tarifa geralmente é de 1.5%.

15 – O McDonalds é Maccas e o Burger King é Hungry Jack’s. Os australianos se referem ao McDonald’s exclusivamente como Maccas. Inclusive, nos letreiros em algumas lojas está explicitamente escrito “Maccas”. Quanto ao Burger King, quando a rede veio para a Austrália, o nome já estava registrado para uma empresa de Adelaide. Então, eles decidiram abrir como Hungry Jack’s (a história é mais complicada que isso, mas decidi simplificar …). O logo é semelhante e o cardápio também.

Ah, e além da Tailândia, a Austrália foi o único país que checou o meu certificado internacional de vacinação contra a febre amarela na entrada no país! Então, não se esqueçam de levá-lo!

Para dar uma conferida nos outros posts dessa viagem, clique aqui.

Bom, adorei minha visita! Só ficou faltando um pulinho no Great Barrier Reef que vou deixar para uma outra ocasião. Vocês têm alguma dica para acrescentar à lista?

 

 

5 Comentários

  1. Daniel

    Prezada Beatriz,

    Em um dia lendo seu site (achei por acaso ao pesquisar sobre business
    Qantas), interessei-me e muito pelos posts sobre a Austrália. Explico-me: ora planejo emitir em março para voar fevereiro/2018, mediante uso de milhas.

    Mas, ao ler seu site, dúvidas surgiram:
    (a) considerando que eu tenho 215k no AA, você acha que valeria mais à pena torrar tudo para voar duas vezes The Apartment (SYD-ABU DHABI e ABU DHABI-JFK) OU você gastaria usando apenas para um voo e os outros 115k deixaria para experimentar business de outras cias? Em tempo, dos EUA para o Brasil já tenho milhas para emissão business via DELTA;
    (b) quanto à ida para o Pacífico Sul, a leitura de seu post sobre o 747 Qantas me fez desanimar demais com tal executiva; pelo que percebeu, foi algo eventual ou pode ser um padrão?
    (c) Sugere outra cia para ir à Austrália via Oneworld emitindo com Multiplus (pela Qantas são 85k SFO-SYD), seja saindo Am. do Norte, seja saindo Europa?

    Desculpe-me pela quantidade de perguntas, mas a forma como emitiu, confesso, me deixou confuso quanto a como emitir esta ida e a volta…

  2. Beatriz

    Oi Daniel, se vc for dos EUA para a Oceania via Oriente Médio, você vai emitir 2 bilhetes. Um dos EUA para o Oriente Médio (115k em First)/70k em Business) e outro de lá para a Oceania (100k em First/80K em Business).
    Se vc for direto com a AA/Qantas ou via Ásia com a JAL/Qantas/Cathay são 110k em First.
    Para aproveitar o The Apartment, vc teria que ir via Europa. E ainda assim, vc vai ter que emitir 2 bilhetes. Um para o Oriente Médio (62.500k em First e 42.500k em Business) e de lá para a Oceania (100k e 80k em first e business, respectivamente). Pela Qatar, Cathay e JAL você emite por 115k/85k.
    Isso tudo tem relação com as “routing rules” da AA. Como a Etihad não é OW, eles não permitem a emissão de 1 bilhete único da Europa para a Oceania.
    Eu emitiria via Europa, aproveitando o maior número de empresas possíveis. O Multiplus tem uma boa tabela da Europa para o Oriente Médio. Eu iria com o Multiplus pela Qatar para o Oriente Médio (tem muita disponibilidade de diversas cidades europeias no B787 ou A350) e de lá pegaria o The Apartment para a Austrália. E faria a volta com a JAL para a Europa, via Japão ou com a Cathay via Hong Kong. Tenho trip report completíssimo das duas aqui no site.

    • Daniel

      Agradecendo pela resposta, acho que não me fiz claro: eu tenho 215k para a volta… ou seja, farei 100k SYD-ABU DHABI e mais 115k ABU DHABI-JFK.

      Mas aí surgiu a dúvida, diante da leitura de seus trips reports: uma destas pernas não valeria à pena não emitir para conhecer outras cias? Se bem que, por outro lado, com as mudanças AA, nunca mais juntarei tantas milhas AA e terei a oportunidade de viajar Apartment… dai aproveitar tal oportunidade que não voltará a ocorrer… ou não vale à pena 2 voos?

      Quanto à ida, nesta tenho outra dúvida… como ir, saindo não da Am. do Sul (me recuso a viajar LATAM). Tenho milhas para chegar na Af. do Sul, Am do Norte ou Europa. Dai, seriam milhas compradas via Smiles ou Multiplus… e é onde reside a outra dúvida (além da dúvida sobre as 2 pernas Etihad): qual seria a experiência mais agradável em business/first??? Ponderei algumas opções onde encontrei disponibilidade de business:
      (a) saindo de JNB para PER via South African a LATAM cobra 85k;
      (b) saindo de SFO para SYD via Qantas a LATAM cobra também nesta faixa;
      (c) saindo Europa para PER/SYD/MEL o Smiles emite Qatar (mas viajarei Qatar com milhas neste ano na business do A380 e do A350; além disto, Smiles está desaparecendo com disponibilidade Qatar, forçando Etihad ou Emirates e milhares de milhas a mais).
      (d) outras n opções que ignoro, tais como as que vi você montar e agradeço por Sugestões…

      Muito obrigado!!!

      • Beatriz

        Com a Etihad entre JFK – AUH e AUH – SYD, eu faria um trecho no The Apartment (se possível o AUH -SYD para ter acesso ao lounge da primeira classe) e outro em executiva para comparar as classes.
        A volta eu faria ou pela JAL (que é sensacional em primeira ou executiva) com escala em Tóquio e depois JFK, ORD , BOS, LAX ou SAN. Se for em executiva, dá uma olhada na aeronave (eles têm tudo no site deles) e veja se a rota já tem a suíte de executiva que eu fiz o trip report aqui. Da Austrália para Tóquio, com certeza, só tem executiva. De Tóquio para os EUA tem primeira para JFK e ORD. BOS e SAN só tem executiva. Não tenho certeza quanto a LAX.
        Outra opção é ir para os EUA via Hong Kong pela Cathay Pacific. Como a JAL, a CX só oferece executiva da Oceania para HKG. Mas de HKG para os EUA tem 1a classe. A CX tem o melhor lounge de primeira classe do mundo, o The Pier (será meu próximo post). Aliás, o aeroporto de HKG tem lounges ótimos para a Oneworld. Fiquei 9 horas em conexão só pra poder desfrutá-los (pela 3a vez!).
        O serviço da JAL é bem melhor do que o da Cathay, mas os lounges da Cathay são melhores do que os da JAL. Aí é você quem escolhe … rsss

      • Beatriz

        Ah, e quanto à ida! Esse roteiro presume que vc vai via EUA. Eu iria pela Delta, sem dúvida, porque é a melhor executiva das 3 legacy carriers americanas. Ou vc pode testar o B789 da AA saindo de GRU – que é bem razoável.Não gastaria minhas milhas com a South African, que é uma cia bem fraquinha. Até por que, para saídas fora do Brasil, há a cobrança de taxa de combustível que está na casa dos R$ 1.000,00. Surreal, né?

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