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Programas de Milhas, Programas de Milhas

British Airways e Air France/KLM vão mudar seus programas em 2018

Ai, ai … lá vem mudança em 2018 para os clientes do British Airways Executive Club/Iberia Plus e para o pessoal do Flying Blue, programa de passageiro frequente da Air France/KLM.

Como as mudanças são muitas e o tempo essa semana está curtíssimo para mim, vou mencionar apenas alguns pontos para que, em um momento posterior, eu possa fazer um post completo sobre as alterações.

British Airways Executive Club/Iberia Plus

A fusão entre os dois programas, inicialmente programada para o fim de 2017, foi adiada para junho de 2018. Nessa mesma época, serão adotados os “resgates dinâmicos” (dynamic awards). É óbvio que a IAG, a controladora da British e da Iberia, vai dizer que a mudança é óóóótima e que alguns resgates sairão mais caros e outros, mais baratos. Mas também é cristalino que os resgates que ficarão mais caros são aqueles que os clientes mais querem e os mais baratos, as rotas menos populares. Adicione-se o fato que a British cobra a revoltante taxa de combustível (YQ) nos bilhetes emitidos com Avios.

Além disso, ontem o CEO da IAG afirmou com todas as palavras que as alianças aéreas são coisa do passado e um entrave à consolidação do mercado, leia-se oligopólio/monopólio do mercado.

Flying Blue

Em 2 de outubro, houve um “vazamento” das mudanças do programa (clique aqui para ler), que se tornaram realidade.

O Flying Blue será o primeiro programa europeu que será revenue based, ou seja, você acumula milhas de acordo com o quanto gastou com a passagem. Como o programa é europeu, as perdas são enormes para os clientes, uma vez que a moeda adotada é o euro e a conversão euro-ponto é pior do que conversão dólar-ponto das americanas, tomando como base o câmbio das duas moedas. Parece que houve um estudo cuidadoso com o foco em como prejudicar muito os clientes do programa.

O Flying Blue também seguiu (copiou) das companhias americanas o ganho de milhas com as parceiras, que permanece inalterado.

Além disso, o status elite não será mais adquirido via milhas ou segmentos voados, mas na base da “experiência” que é a combinação da classe voada com a faixa de distância do voo (a tabela ainda não saiu em português):

Para conseguir status é necessária a seguinte quantidade de pontos de experiência:

Silver: 100 XP

Gold: 180 XP

Platinum: 300 XP

Ou seja, uma ida e volta entre GIG/GRU e Paris daria a seguinte quantidade de XP:

Em econômica = 24 XP

Em  premium economy = 48 XP

Em business = 72 XP

Em first = 120 XP

Para se ter alguma vantagem no Flying Blue, é necessário ser, no mínimo Gold, o que significa, umas 8 viagens ida e volta em econômica, 4 em premium economy, 3 em business e 2 em first.

Agora vem a coisa esquisita: a cada vez que você conquista um nível de status, o período aquisitivo de 12 meses é “resetado”, ou seja, acabou a anualidade baseada no ano civil.

Assim, se você consegue 120 XP no dia 10 de outubro de 2018, você atingiu Silver e tem 20 XP de “sobra”.  A partir daí, você tem um novo período de qualificação, que vai de 10 de outubro de 2018 a 10 de outubro de 2019. Com esses 20 XP sobrando, você necessitará de 80XP para se manter na categoria, ou de 160 XP para ascender para Gold.

A desvantagem é que, quando você atinge a categoria, ela é válida durante os próximos 15 meses somente. Se o sistema atual fosse mantido – e é como ele ocorre com o LATAM Fidelidade, Amigo, Smiles, AAdvanatage etc. – se o cliente atinge Silver em janeiro e fevereiro de 2018, o status é válido durante o ano de 2018, o ano seguinte – 2019, e alguns meses de 2020. Ou seja, o cliente pode ter status quase que durante 24 meses a partir da data da aquisição (se ela ocorre no primeiro/segundo mês do ano).

Bom, depois eu darei mais detalhes sobre essas mudanças. Por alto, o que vocês acharam?

2 Comentários

  1. Guilherme

    Fui gold muitos anos na British, hj sou silver e voei apenas um voo com eles. A BA cansou de me dar upgrade de premium eco pra business no portao, era mt bom. Conseguia dar up tbm com milhas, era mt barato, acho que sp londres era 20 mil de premim eco pra business. Em 2015 eles mudaram as regras, cortaram pela metade o acumulo de tier points, aumentaram o numero de milhas pra upgrade e ainda elevaram de 800 pra 1500 os tier points pra ser gold. O resultado? Deixei de voar com eles
    Os programas de fidelidade deviam mudar de nome, porque eles estao fazendo de tudo pra voce nao ser fiel e leal a eles.

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