Deu no Jornal O Globo de hoje:

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, em votação simbólica, o acordo de céus abertos com os Estados Unidos (EUA). Com o acordo, o número de voos entre Brasil e EUA deixará de ter limites. Hoje, o teto são 301 frequências por semana para ambos os países. O projeto ainda tem que ser votado no Senado e sancionado pelo presidente da República para entrar em vigor, o que só deve acontecer no ano que vem.

O acordo foi assinado em 2011, no governo de Dilma Rousseff, mas estava parado no Congresso. Há algumas semanas, um grupo de empresas aéreas, agências de viagens e outras instituições criaram o Movimento Céus Abertos, para pressionar a Casa a aprovar o projeto. Latam e American Airlines lideram o movimento.

A maior oposição vinha da Azul, que alegava que as companhias brasileiras não competiam em igualdade de condições com as americanas. Setores da oposição no Congresso também eram contrários.

Latam e American alegam que o acordo vai aumentar a concorrência, derrubando as tarifas, mas isso não é consenso entre especialistas do setor.

Das companhias brasileiras, só a Azul se opõe. A LATAM é a favor por conta dos acordos com a American; a GOL é a favor porque a Delta detém cerca de 9% de seu controle acionário; a Avianca é a favor porque pretende estreitar laços com a United.

Isso me leva a crer que não há, no horizonte, nenhum tipo de negociação entre Azul e United, ou previsão de aprofundamente da parceria, o que é especulado por muita gente.

Minha opinião pessoal é que, em qualquer outro lugar civilizado do mundo, uma maior oferta certamente traria derrubaria tarifas. Mas isso aqui é Brasil e nosso país, como todos sabemos, não é para amadores.

Entretanto, não vejo com bons olhos um limite de frequências semanais. Se há mercado para mais rotas e frequências, por que não implementá-las?

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