No dia 10 de março eu publiquei um post falando que os sheiks árabes estavam discutindo uma possível fusão entre Emirates e Etihad. Pois bem, hoje o Gary Leff, conhecido como o “godfather” (padrinho, poderoso chefão) dos blogs de milhas, fez um post sobre sobre isso. O post é baseado em uma entrevista que o CEO da Emirates, Tim Clark, deu ao  “The National” dos Emirados árabes.

Nela, Tim Clark afirma que está aberto para trabalhar com a Etihad, incluindo “procurement” (não sei a tradução específica desse termo, mas tem a ver com o pedido e manutenção de peças da aeronave – se alguém souber a tradução,, please, me avisem!). Ele também disse que a fusão é difícil de acontecer, mas depende exclusivamente dos donos das empresas.

“When asked if the pair could pursue a merger along the lines of Europe’s Air France and KLM, Mr Clark said: “I don’t think that will be the case but it is not my call really. It is whatever [the shareholders] may do in the future.”

O Gary Leff chama a atenção para alguns fatos:

  • historicamente, a Etihad nasceu do sentimento que de Abu Dhabi estava sendo sub-utilizada;
  • as empresas têm seus hubs a uma hora de distância uma da outra
  • o novo aeroporto de Dubai, o Al Maktoum (que tem o código DWC que aparece nas procuras do Smiles), fica ainda mais perto de Abu Dhabi:

Além da queda do preço do petróleo – que impacta diretamente as empresas aéreas do Golfo – a Etihad fez péssimos investimentos nos últimos anos: Air Berlin, que fechará as portas definitivamente no dia 28 de outubro, e a Alitalia, que também está à beira do abismo.

A Emirates, por sua vez, em 2014, cancelou a encomenda de 70 A350 e acaba de cancelar os voos entre duas cidades australianas (Melbourne e Brisbane) e Auckland. A empresa já havia cancelado o trecho Sydney – Auckland quando a rota direta entre Dubai e Auckland foi inaugurada. O único voo de quinta liberdade da Emirates entre Austrália e Nova Zelândia agora liga Sydney a Christchurch.

Para ler a entrevista de Tim Clark, clique aqui.

Para ler o post de março, com informações mais detalhadas sobre uma possível fusão, clique aqui.