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Delta Classe Executiva Rio de Janeiro – Atlanta no B767-400

Minha viagem começou com uma passagem que comprei na promobug da Delta em abril de 2017 e que me custou R$ 2.057,00 (clique aqui para ler o post da promobug). Pela vida agitadíssima do segundo semestre de 2017, decidi só aproveitar e comprar para dezembro, mês em que minhas atividades profissionais começam a amenizar.

Enfim, não vou comentar sobre o lounge – a sala da GOL para voos internacionais – porque já fiz uma avaliação há menos de 1 ano atrás (clique aqui para ler) e nada mudou desde então.

Mas voltando ao voo … quando eu comprei, o voo seria operado por um A330, mas a Delta alocou essa aeronave para os voos para JFK e está operando com o B767-400 (pelo menos no dia que embarquei), o que é uma pena e vocês vão ver por quê.

O voo DL 60 saiu às 22:50 hrs e, com aproximadamente 9:30 hrs de duração, pousou no aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta, às 5:15 da manhã.

A CABINE

A Delta remodelou a cabine do B767 há alguns anos atrás. A configuração da cabine é 1-2-1 e todos os assentos têm acesso ao corredor. Apesar disso, a impressão é de que ela está muito defasada em relação às suas concorrentes diretas, a American Airlines, e à executiva do B787 da United Airlines e de alguns B777 com a Polaris já instalada. Aliás, está defasada em relação à sua própria executiva oferecida no A330.

O ASSENTO

Nesse quesito, a experiência da Delta para cabine executiva é total fail e vocês vão enteder o porquê

Nas janelas, os assentos são alternados. Em uma fileira, o passageiro fica perto da janela e o console no corredor, e na seguinte, essa composição fica invertida.

Quem senta nessa fileira tem privacidade zero.

O assento é estilo tobogã e eu acordei algumas vezes com o cinto no meu peito. O espaço para os pés é bem estreito também.

Como o assento é bem antigo, a tela de entretenimento é pequena e sofrível. Eu uso óculos para leitura, e a distância entre a tela e o assento não me deixa confortável com óculos, mas também não enxergo direito sem óculos.

Só uma comparação básica Basta com a tela da business da American Airlines:

Não há qualquer espaço para guardar pertences pessoais, exceto dentro desses estreitos espaços onde ficam guardadas as revistas.

Os controles do assento são bem simples e ficam perto do compartimento da mesa de jantar. O aspecto é de bastantes desgaste.

Uma vantagem é que o assento tem iluminação própria e uma tomada para carregar os aparelhos eletrônicos durante o voo. Mas não tem porta USB.

A mesa de jantar fica embutida na lateral do assento. É necessário abrir o compartimento e puxar a mesa.

O AMENITY KIT

Nesse voo, a Delta ofereceu os antigos amenity kits da Tumi inferiores aos que recebi no voo que fiz com a empresa em abril. O conteúdo, porém, era o mesmo e dá conta do recado.

Olhem o que foi oferecido em maio desse ano, no mesmo voo:

Os fones de ouvido, entretanto, são novos e muito confortáveis.

O SERVIÇO DE BORDO

Os comissários foram gentis e profissionais, mas sem qualquer proatividade. Quando chegou na minha vez, não tinha o prato que eu queria (o ceviche) e os outros não me agradaram. Falei que queria somente a entrada e o prato de queijos. O comissário que me atendeu sequer cogitou de me oferecer a comida da econômica. Mas, tudo bem. Eu não estava com tanta fome assim.

Segue o menu do voo:

Inicialmente, foi oferecida a toalhinha quente, com um mix de nuts e um drink.

Eu acho os copos e a porcelana da Alessi lindos!

A sopa estava boa, mas não estava muito quente. O peito de pato estava duríssimo e foi difícil de cortar com a faca. Não experimentei a salada; achei esquisitíssimo ter mamão com vinagrete.

Depois, segui direto para o prato de queijos, que me deixou satisfeita.

Pela manhã, escolhi granola com leite e frutas, com pão de queijo. O café, entretanto, não estava quente. Aliás, parece tradição na Delta oferecer café morno. Já havia registrado essa reclamação no post do outro voo.

CONCLUSÃO

Para quem gastou R$ 2.000,00 por uma ida e volta na executiva, não tenho o que reclamar. Mas eu estaria muito chateada se tivesse pago os R$ 8.000,00/9.000,00 que a Delta cobra nessa passagem. Achei que houve uma piora considerável em todos os aspectos. O hard product é objetivamente muito ruim – parece que estava voando no início do século. O soft product, que sempre foi o forte da empresa, dessa vez eu não posso comentar com propriedade, já que não experimentei o jantar.

Lendo o outro post que avaliei da empresa, também não fiquei muito satisfeita (clique aqui para ler). Não sei se isso é um reflexo direto da redução nos custos das operações promovida incessantemente pelos CEOs das companhias aéreas americanas e algumas europeias.

Fato é que, se é para pagar uma passagem sem promobug, eu hoje escolheria a American, cujo hard product é muito superior, apesar do soft product não ser bom.

E vocês? Alguém voou Delta recentemente e também acha que teve uma piora no serviço?

7 Comments

  1. GUSTAVO

    Bom dia

    Voei nessa aeronave em outubro. Realmente o interior está bem desgastado. O que mais me incomodou foi o tamanho e a resolução da tela. Também não gostei da variedade de filmes (bem inferior à AA, por exemplo). Aliás, mudei de assento e fiquei longe de esposa e filha pequena, pois minha tela não funcionou durante o percurso (MCO -GRU). Preenchi a pesquisa encaminhada pela Delta, relatei o problema, mas não recebi nenhum feedback (ponto negativo).

    Só não concordo com seu comentário com relação ao assento. Considero que seja flatbed. Quanto ao espaço para os pés, nessa aeronave sugiro reservar na primeira fileira (não afunila).

    No mais, excelente review.

    • Beatriz

      Nunca sento na primeira fileira porque é perto ou de um banheiro ou da galley. O assento, para mim, é similar ao B777 da LATAM, porque ele não fica em 180o.

  2. Miguel

    Comprei essa promobug e voei no A330 em outubro, não tive problema algum. Achei o atendimento prestado excelente (parece que levei sorte).

  3. Zé Roberto

    Ótima avaliação, na qual apenas discordo de um ponto. Já voei nessa mesma cabine e, a meu ver, a poltrona é flatbed. De qualquer forma, concordo com o incômodo no afunilamento da parte dos pés, mas as primeiras poltronas da aeronave não possuem esse problema.

  4. Alexandre

    Acredito que o tobogã é chamado de angle lie-flat, ao passo que a cama paralela ao chão é full flat bed.

    Parece pedantice, mas, se não fizermos a distinção, daqui a pouco qualquer coisa será vendida como flat bed, e a gente fica sem saber o que realmente comprou.

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