No início da noite de ontem, divulgamos a nova confusão provocada pelo governo americano: passageiros oriundos de determinados países  não poderiam levar eletrônicos a bordo, sendo obrigados a despachá-los. A confusão ocorreu em diversos níveis: não houve uma lei determinando a restrição, foi uma circular em um email confidencial; o governo americano exigiu segredo, mas a Royal Jordanian soltou um tweet que depois foi apagado; a lista de países não foi divulgada, dentre outras esquisitices.

Agora, a Associated Press divulgou o que parece ser a informação correta: a restrição se refere a voos oriundos de determinados aeroportos e de determinadas cias aéreas. A lista das empresas será divulgada às 3 da manhã dessa terça-feira, no horário da costa leste americana.

Atualização (3a f. 6:30): lista de companhias aéreas:

Egyptair

Etihad

Emirates

Kuwait Airways

Qatar Airways

Royal Jordanian

Royal Air Maroc

Saudia

Turkish Airlines

Já a lista de aeroportos é a seguinte:

Cairo - Egito

Amman - Jordânia

Abu Dhabi - EAU

Dubai - EAU

Doha - Qatar

Istambul - Turquia

Kuwait City - Kuwait

Casablanca - Marrocos

Riyadh e Jeddah - Arábia Saudita

Somente poderão ser levados a bordo celulares e aparelhos médicos. O restante – laptops, iPads, Kindles, câmeras fotográficas etc – devem ser despachados na bagagem de porão.

Sublinho que essa medida pode trazer diversos problemas em relação à responsabilidade das transportadoras no caso de perda ou extravio de bagagens, e em relação à danos causados aos equipamentos durante o voo. Além disso, a medida não aborda a questão das baterias de ion-lithium, que são proibidas de serem despachadas.

A Associated Press informou que a quantidade de roubo de malas em aeroportos ingleses subiu vertiginosamente em 2006 quando lei semelhante entrou em vigor na Inglaterra.

Todos os passageiros em voos oriundos desses aeroportos, independentemente da nacionalidade, estão proibidos de levar eletrônicos a bordo, exceto celulares e aparelhos médicos. A proibição é por tempo indeterminado.

Para ler a matéria no site da Associated Press, clique aqui.