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Variados

Enquete: como é a experiência de alfândega no aeroporto da sua cidade?

Dependendo do aeroporto em que os passageiros chegam, as experiências com a alfândega variam muito. Eu utilizo dois aeroportos para as minhas viagens internacionais: o do Galeão, no Rio de Janeiro, cidade onde moro, e o de Guarulhos em São Paulo, onde muitas vezes faço conexão.

Geralmente, viajo com uma mala de mão e uma mochila, ou uma mochila e uma mala média e só. E na América do Sul é só a mala de mão, mesmo.

As minhas experiências com os agentes da Receita Federal nos dois aeroportos são muito distintas. Aqui no Rio, por exemplo, a alfândega é chatíssima. Nove em dez viagens internacionais que fiz, todos os passageiros foram obrigados a passar todas as malas e bolsas – ainda que pequenas – pelo aparelho de raio-x, não importa a origem do voo.

Eu particularmente acho isso um exagero. Fazer esse tipo de inspeção para passageiros com uma mala de mão vindos da Argentina? Uruguai? Chile? Colômbia? Aqui no Rio, eles fiscalizam tudo e digo isso por experiência própria.

No ano passado, teve um post famoso no Facebook  envolvendo uma agente da Receita  aqui no Rio que parou uma passageira e sua mãe por horas (sim, horas!) pesquisando o valor de cada um dos itens comprados nas bagagens para lavrar multa. Foram muitas pessoas na caixa dos comentários dizendo terem passado pela mesma situação com a tal agente. Não sei que fim levou essa história …

Ah, e os seguranças do aeroporto ainda ficam dando ordens para os passageiros! “Coloca a bolsa na esteira”. “Esqueceu de colocar a sacolinha”.  Eu ignoro solenemente. Me poupem! Só recebo ordens de servidores públicos regularmente identificados cujos cargos autorizem o uso do poder de polícia.

Em São Paulo, nas vezes em que passei, nunca fui abordada, apesar de presenciar a fiscalização de pessoas com malas enormes e volumosas. Mas, aí, faz todo sentido para mim. Os aeroportos americanos e europeus fazem inspeção nas malas despachadas dos passageiros por questões de segurança. Logo, se a mala chegou aqui é por que não tem nada de ilegal dentro dela. Ou seja, é só pra controlar a eventual “muamba” de alguns passageiros. Nada mais natural parar pessoas com muitas malas.

E vocês? Quais são as experiências com a alfândega/Receita Federal nas suas cidades? É tranquilo? Algum stress?

24 Comentários

  1. Ivo de Lima Dias

    Confins tem um agente chato demais.
    Guarulhos nunca tove problema.
    Brasília tem um agente que se acha o maioral. Me reteve por duas horas, me tratando como bandido, sendo que eu estava doente (para que eu fosse ao banheiro tove de ir acompanhado) porque queria que eu pagasse impostos sobre uma bike comprada no Brasil, com nota fiscal brasileira, alegando que a tal nota fiscal era falsa. Resumindo. Me multou em um monte por outros itens (mais ou menos correto, pois em alguns itens ele valorizou como se fosse de ouro ou diamante) Apreendeu a bicicleta, entrei na justiça, gastei um monte com advogado e 14 meses depois ela foi liberada por ordem judicial. Quando fui buscar, um outro agente me disse que o tal dito cujo se acha por ter um poder sobre os contribuintes. Brasília para mim, nunca mais.

  2. Cinthia

    Não gosto de entrar no Brasil por POA. Como o aeroporto é minúsculo e recebe poucos voos internacionais, eles param quase todo mundo que vem dos EUA. Praticamente toda a bagagem passa no raio-X.
    Prefiro entrar via GRU, que, na minha opinião, é o mais tranquilo e mais justo. Nem em GIG gosto, já ouvi falar muito daquela fiscal que aterrorizava os passageiros.
    Tanta coisa para se preocupar e vem encher o saco dos passageiros. Mala de dinheiro passeando pelo Brasil e quem vai quebrar o país é quem traz roupas do exterior! Brincadeira!

  3. Fernando Huang

    No último ano passei cerca de cinco vezes no desembarque do terminal 3 de Guarulhos. Destas, somente em uma fui parado (os outros 7 membros da minha família foi direto para o Duty Free). Acredito que o motivo seja devido a uma caixa de papelão que estava carregando, chamando a atenção do fiscal. Os fiscais perguntavam de onde vinham os passageiros; todos, pelo menos aqueles que estavam na fila comigo, foram liberados.

    • Fernando Huang

      Beatriz,

      Saberia informar quais seriam os diretos em casos como a da publicação envolvendo a fiscal do Rio? Além disto, bolsas pequenas (pessoais) também devem ser colocados na máquina? Mesmo sendo pessoais?

      • Beatriz

        Fernando, os fiscais da Receita têm poder de polícia. Podem fiscalizar qualquer coisa, multar e apreender mercadorias. A única coisa que vc pode fazer é recorrer ao Judiciário caso entenda que foi lesado.

  4. Luis Guilherme

    Acabei de passar faz 15 minutos pela alfândega de Guarulhos, vindo de Buenos Aires. Estava com uma mala média e uma mochila e o fiscal nem olhou na minha cara. Passei faz 5 meses vindo de Orlando, dessa vez com uma mala média e uma grande e a mesma coisa, o fiscal nem aí pra mim.

    • Beatriz

      Ontem foi a mesma coisa comigo, Luis Guilherme. Cheguei de Washington e o fiscal nem olhou pra mim (estava com uma mala média e uma mochila).

  5. MAURICIO LAUKENICKS

    Enchem a nossa paciência por causa de Iphones e Notebooks e deixam passar cargas de fuzis. Se contar isso lá fora, ninguém acredita.

  6. PauloHCM

    As duas vezes que vim, uma de Buenos Aires e outra de Santiago, foi por GRU, é mesmo assim o fiscal nem olhou pra mim. Meu irmão veio de Toronto para Salvador com um violão Fender 12 Cordas num case enorme e um Xbox na mala. Só fiscalizaram o violão. A nota era de 250 dólares canadenses, verdadeira, deixaram passar, mas ele disse que quer viram o violão do avesso para conferir todos os dados da nota.

  7. SÍLVIO CARNEIRO

    Costumo passar pelo Galeão, no Rio, onde moro e Guarulhos, onde, volta e meia, faço conexão. Em Guarulhos, das diversas vezes que passei por lá, só fui parado uma vez, mas o fiscal não me aporrinhou. No Galeão, algumas vezes minha mala foi inspecionada. Numa delas, estava cheio de queijos holandeses e ingleses e fui obrigado a abrir a mala, pensei: “Perdi meus queijos!”. Era antes da regulamentação deste tipo de produto. O fiscal aliviou e passei.

  8. Rafael Chagas

    nos últimos 12 meses:
    * VCP vindo de Lisboa com 2 malas
    * VCP vindo de Fort Lauderdale com 4 malas e 1 mochila
    * GRU vindo de Bogotá com 2 malas
    Passei sem qualquer abordagem nas 3 vezes, incluindo a que estava com muita bagagem. Nessa ocasião, curiosamente o fiscal pediu pra eu seguir, e chamou o rapaz que estava atrás de mim, somente com uma mala de bordo e mochila.

  9. Ricardo

    Olá moro no Japão e o aeroporto mais próximo agora é o de Nagoya ( Chubu Centrair) muito tranquilo nunca abriram minhas malas, já o de Tokyo ( Narita ) todas as vezes tive que abrir as malas inclusive o agente me fez chegar mais próximo dele para que ele pudesse bater a mão nos meus bolsos, não sei se foi um caso a parte, em Osaka meus amigos disseram ser tranquilo também

    • Beatriz

      Oi Ricardo! Eu costumo ir ao Japão com certa frequência (estarei aí de novo em dezembro) e nunca revistaram minhas malas. Já pousei em Narita, Haneda e Nagoya.
      Ah, e seja bem-vindo ao Milhas e Destinos!

  10. Mateus

    Olá pessoal! Muito bom o post!
    Estou indo pra Los Angeles nos próximos dias e quero comprar um iPhone pra mim, um pro meu irmão e um pra namorada dele.
    Vou desembarcar em guarulhos, se me pararem eles apenas vão cobrar os impostos sobre os celulares ou vão recolher os aparelhos por eu ter passado da cota?
    Obrigado se alguém puder responder :))

    • Beatriz

      Oi Mateus, vc deve ir sem nenhum celular, pq a Receita permite trazer um celular. Os dois restantes, se te pararem, vc terá que pagar imposto. 50% sobre o valor excedente de USD 500 se vc entrar na fila dos bens a declarar, ou 100% se vc entrar na fila do nada a declarar.

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