A experiência de embarcar em um aeroporto americano está prestes a se tornar ainda mais complicada. As enormes filas do TSA (Transportation Security Administration) vão ficar ainda maiores com as novas diretrizes que serão implementadas a partir do outono nos EUA.

Atualmente, quem não tem “TSA Pre-Check” impresso no cartão de embarque tem que tirar os laptops/notebooks das malas e colocá-los em uma bandeja separadamente, assim como os sapatos. Mas os sortudos do TSA Pre-Check não precisam tirar os sapatos e têm uma fila dedicada.

As autoridades americanas já estão testando um novo modo de piorar ainda mais a experiência: além dos laptops/notebooks, os passageiros serão obrigados a retirar tudo que impeça uma boa visibilidade na máquina de raio-x, incluindo qualquer eletrônico maior que um celular, comida e, até mesmo papel.

Um supervisor do TSA explicou que, com a cobrança por malas despachadas pelas cias aéreas, os passageiros passaram a colocar todos os seus pertences na mala de mão para economizar. Uma mala de mão abarrotada de pertences impede a discriminação detalhada daquilo que está sendo carregado para dentro do avião, o que aumenta o perigo do transporte de artefatos que possam afetar a segurança dos passageiros.

Eu já cheguei a ficar mais de uma hora numa fila para embarcar em JFK no horário de pico, mas nos últimos anos, tive a sorte de ser “TSA Pre-Check” em todos os meus voos. Quando a medida for definitivamente implementada, a recomendação é para chegar ainda mais cedo ao aeroporto para não perder o voo.