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LATAM

LATAM Vai Cobrar Por Lanche e Marcação de Assento

Outro dia fui questionada por um leitor na caixa de comentários do blog sobre a minha afirmação que não haverá redução no preço das passagens aéreas por conta das bagagens. Qualquer pessoa com um mínimo de discernimento sabe como funciona o mercado e, se tem isenção na hora de escrever um post, vai ser honesto com seus leitores.

Então, não é com nenhuma surpresa que leio hoje no G1 (clique aqui para acessar a notícia) que a LATAM, no dia seguinte ao anúncio da sua estratégia de cobrança de bagagens, vai começar a cobrar pelo lanche e pela marcação de assentos.

A presidente da empresa, Claudia Sender, afirmou que quando essas medidas forem implementadas o preço da tarifa promocional vai cair 20% e acrescentou que “Quando você desregula um setor, o preço cai. Foi o que aconteceu na aviação brasileira no passado. Quando adotamos a liberdade tarifária no Brasil em 2002 todo mundo achou que o preço ia subir, mas ele caiu 50% em 10 anos”.

Caiu porque serviços antes prestados foram extintos e as aeronaves foram cada vez mais densificadas – mais assentos, mais apertadas e desconfortáveis! Me lembro de tomar café da manhã com ovos mexidos na ponte aérea Rio – SP nos idos de 2000 com a TAM.  Claudia Sender quer dar a impressão que os preços caíram e que não houve qualquer alteração na oferta dos produtos e serviços da empresa ao longo do tempo. A queda real no preço seria verdadeira se a a qualidade do voo fosse a mesma, mas não é.

O jornalista obviamente perguntou se isso não era uma contradição: num momento de retração do mercado, como a empresa vai cobrar por todos os serviços ancilares?  Aí Claudia Sender explicita que a promessa era a redução nas tarifas promocionais e não no preço médio das passagens. Entenderam?

Em momentos de crise, aumenta-se o preço das passagens, assim a empresa não perde. Quando há uma melhora no quadro, abaixa-se o preço, mas cobra-se por outros serviços, assim a empresa não perde.

Para deixar bem claro para quem ainda tem dúvidas: empresas não estão no mercado para perder. No fim do ano, distribuem dividendos para seus acionistas e bônus para seus presidentes, diretores e gerentes. A pergunta é simples: algum acionista topa reduzir seus dividendos / algum presidente, diretor ou gerente o topa reduzir seu bônus para o conforto alheio?

 

6 Comentários

  1. António Carlos

    Só eu que acho que essa presidente é só de fachada? Que todas decisões vem do Chile? Veja que não estou dizendo que ela não é capacitada. Penso que ela só segue ordens, uma malionete.

    • Beatriz

      Pode ser, António Carlos. Eu não sei se em voos domésticos no Chile a LAN cobra por lanches e marcação de assentos.

  2. Morane de Oliveira Tavora

    Não adianta nada diminuir a regulação sem abrir o mercado. Enquanto as nacionais não tiverem que competir com empresas estrangeiras o serviço não irá melhorar.

  3. EDUARDO

    Essa Claudia Sender foi a responsável por tais medidas, impera o lobby politico no Brasil, mas espero que a Ryanair possa mudar de ideia e com esse *LIVRE MERCADO* venha aqui e mostre para ela o que é um companhia séria e realmente LOW COAST

    • Beatriz

      Para que a Ryanair opere no Brasil é necessária a alteração na lei, Eduardo. Vamos torcer por isso!

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