No fim de agosto do ano passado, a American Airlines levou um grande baque quando o seu presidente Scott Kirby deixou a empresa após 20 anos de serviços prestados para ser presidente da arqui-inimiga United, como braço direito do CEO Oscar Munoz. Scott Kirby e Doug Parker, CEO da American eram considerados o “dream team” da aviação comercial.

Em seguida, Kirby levou Patrick Quayle, diretor de planejamento internacional da AA, e lhe deu o cargo de vice-presidente de planejamento internacional da United.

Agora, a American acaba de perder seu terceiro executivo do alto escalão: Andrew Nocella, vice-presidente de planejamento, alianças e vendas. No dia a dia, Nocella era responsável no planejamento das rotas e aeronaves utilizadas na empresa.  Não é pouca coisa, não … E Nocella também vai acompanhar Scott Kirby na United Airlines.

O que eu acho mais incrível nessa história é a AA não colocar uma cláusula de non-compete nos contratos de seus executivos. No mundo empresarial, isso é equivalente a tirar doce de criança. E a American planeja não mudar essa cultura empresarial. Por outro lado, dependendo do Estado americano em que esses contratos são assinados, a non-compete ou é ilegal ou não prevalece sobre os acordos trabalhistas, como é o caso do Texas, sede da AA.

Mas o que isso significa na prática? Muita gente deu festa quando Kirby saiu da American. Egresso da US Airways, a ele foram creditadas as tenebrosas mudanças no AAdvantage.

Por outro lado, o pessoal da United está preocupadíssimo com o “reinado” de Scott Kirby e a chegada de seus ex-colegas da AA justamente pelos massivos cortes que ele tem feito no orçamento da empresa no geral.

Pessoalmente, eu acho que os programas de milhagem só vão melhorar quando o mercado desaquecer de novo. Nesses tempos de baixa no preço do petróleo e lucros recordes, as empresas aéreas não precisam se preocupar com a satisfação ou fidelização dos clientes. Infelizmente, só somos importantes no prejuízo …