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O Começo do Fim da Comida e Bebida de Graça nas Viagens Internacionais

Há alguns dias atrás, o colunista Robert Wall do Wall Street Journal, publicou um artigo entitulado “Flying Internationally: No More Free Lunch”. Nele, o autor ponderou que as cias aéreas de baixo custo estão abocanhando uma grande fatia do mercado de viagens internacionais e forçando as transportadoras tradicionais a repensarem o seu modelo de negócio.

A Norwegian Airways, cia aérea de baixo custo baseada na Noruega, tem tomado o mercado americano de assalto com suas tarifas baratíssimas – chegando a custar US$ 70 o trecho entre Europa e EUA. Mas esse valor só cobre o transporte do passageiro, sem bagagem e sem comida. Todo o resto é pago à parte. A empresa oferece um “pacote” para voos de longa distância englobando a escolha de refeição e marcação de assento antecipado, assim como uma bagagem despachada, por US$ 90.

O Wall Street Journal elaborou uma tabela com as seguintes informações: cia aérea, rota, duração, preço da refeição, opções de refeição e taça de vinho.

De acordo com a tabela, a Norwegian cobra US$ 31.50 pela refeição com uma taça de vinho na rota Londres – NY, cuja duração do voo é de 8h20m. Já a WOW cobra entre US$ 10.00 – 12.70 na entre Reykjavik – São Francisco só pela refeição. Se o passageiro quiser tomar uma taça de vinho, são mais US$ 9.00, totalizando um máximo de US$ 21.70.

Willie Walsh – o CEO da IAG, a controladora da British Airways e da Iberia – afirmou que “a Norwegian demonstrou que o consumidor está preparado para pagar pela refeição”. A British já está se preparando para cobrar pela comida nos voos de curta distância e reduzindo o serviço a bordo em algumas rotas intercontinentais.

O grupo Deutsche Lufthansa, por sua vez, opera diversos voos de longa distância super baratos por meio da sua  Eurowings. De acordo com a tabela acima, no voo entre Colônia e Miami, o preço da refeição varia entre US$ 8.50 e 13.80, e a taça de vinho é vendida por US$ 5.20. Nos voos da Lufthansa, entretanto, os preço da passagem inclui comida e bebidas.

Já a Air France-KLM está montando a sua própria cia aérea de baixo custo, a Boost, como anunciei aqui no blog no início de novembro (clique aqui para ler o post). O grupo não quis fazer qualquer comentário para a matéria do Wall Street Journal, afirmando somente que a Boost servirá como laboratório para a Air France e para a KLM, inclusive no que se refere às refeições.

Por enquanto as cias americanas, que já cobram pelas refeições em voos de curta distância, afirmaram que não estão planejando qualquer mundança nos seus voos de longa distância. As três legacy carriers – Delta, American e United – servem refeições gratuitas, com vinhos e cervejas à vontade, nos seus voos intercontinentais.

Eu, pessoalmente, acho que é só uma questão de tempo até as cias aéreas tradicionais começarem a cobrar por comida e bebida. Apesar de não termos empresas de baixo custo pressionando o mercado entre Brasil e EUA/Europa, uma vez iniciada a precarização dos serviços no hemisfério norte, nós seremos imediatamente afetados. Seria um contra-senso deixar de efetuar essa cobrança em um mercado normalmente pouco valorizado como a América do Sul.

Qual é a opinião de vocês sobre isso?

Para ler o artigo original do Wall Street Journal, clique aqui.

2 Comentários

  1. Jane Andrade

    Não me atrai nem um pouco. Prefiro ter refeições e bebidas a bordo, sem ter preocupação de comprar lanche de baixa qualidade ou sanduíches. Aliás , os lanches rápidos da Gol são horríveis!!!

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