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Brasileiros, Programas de Milhas, Programas de Milhas

O LATAM Fidelidade e o leite derramado

Hoje, depois da divulgação por blogueiros, em primeira mão por esta que vos fala, da alteração dos upgrades para clientes Black e Black Signature, o LATAM Fidelidade enviou um email formalmente informando essa mudança.

No mesmo email, o programa faz uma retrospectiva 2017 e diz ao final que tudo foi feito para que nós, clientes, pudéssemos “aproveitar ainda mais o nosso programa de fidelidade”.

Dois dos pontos mencionados são o tal multiplicador de pontos Multiplus e a chegada do cartão Fidelidade digital.

Bom, o Multiplicador de pontos foi mais problemático do que benéfico. Um cliente Black Signature, por exemplo, que antes tinha garantido o acúmulo de 1.000 pontos por trecho independentemente da distância percorrida (500 + 500 de bônus), agora tem que gastar, pelo menos R$ 125,00 no preço da passagem, fora as taxas, para ganhar esses mesmos 1.000 pontos.

Os clientes Black, que tinham o mesmo benefício, agora tem que gastar mais um pouco ainda, na casa dos R$ 137,00.

A chegada do cartão digital seria excelente, se o cartão físico fosse mantido. Há algumas empresas aéreas que ainda insistem que o passageiro mostre o cartão físico para acesso ao lounge e só eu consigo dar dois exemplos.

O primeiro em Doha, há alguns anos atrás. A American já tem cartão digital há anos, mas mantém o físico também, que eu tinha deixado em casa. Mostrei o digital e foi recusado pelo funcionário do lounge da Qatar. Sorte é que eu estava viajando com amigos e alguém tinha o cartão físico. Entrei como convidada …

O segundo foi no lounge da primeira classe da Qantas em Los Angeles, no início do ano passado. O atendente super antipático se recusou a aceitar meu cartão digital e só me deixou entrar depois que eu mostrei o cartão físico.

Até que o cartão digital seja aceito amplamente dentro da aliança a que o programa pertence, eu acho que os programas de milhas têm a obrigação de enviar o cartão físico para seus clientes.

De bom nisso tudo foi que o LATAM Fidelidade tomou providências em 24 horas depois da divulgação do post aqui no Milhas e Destinos, copiado descaradamente por outros blogs sem o devido crédito.

 

 

9 Comments

  1. Leonardo

    O atendente da Delta, este ano, em Atlanta, apesar de liberar minha entrada com o cartão digital (smiles Diamante), informou que era uma exceção e que eu deveria viajar com o cartão físico (o smiles ainda envia)

  2. Sandro

    A Latam deveria deixar o programa mais claro. Outra pergunta que fica é quando irão colocar no site as classes tarifárias (N,X,O, e etc) equivalentes as classes Base, Access, etc?
    Quando se compra passagem através de agências de viagem elas nunca tem esta informação.

    • Beatriz

      Sandro, acho seu pleito ótimo e merece um post!

      • Alexandre

        A resposta é mais complexa do que parece. A informação da família de tarifas está por dentro da classe tarifária. Não é apenas a letra que pensamos diretamente. Todo eticket tem algo chamado base tarifária, que é composto de cinco ou seis dígitos. O primeiro é a classe que costumamos olhar. Uma das mais baratas no doméstico hoje é a A, por exemplo. Então, no site, ao escolher uma tarifa bem barata em um voo qualquer, sua classe será a A. Ocorre que, apenas para uso interno da Latam, existem as diferenciações de famílias (light, flex etc.). Essa informação é um número no final da base tarifária que aparece no eticket. A base tarifária seria algo como Axxxx2, numa hipótese. É esse 2 que diz para a LA/JJ se vc está na light ou na promo. Esse número varia para cada família de tarifas. Eu tenho isso anotado em algum lugar.
        Algumas considerações:
        – eu não sei se o pessoa de agência tem esse tipo de opção. Quando todo mundo emitia bilhete na mão no Amadeus, imagino que sim. Hoje em dia, o pessoal de agência usa sistemas também. Em tese, vc tem que descobrir qual o número final das famílias de tarifas que vc quer comprar e se o pessoal da agência ao emitir enxerga não só a classe, mas a base tarifária completa para que vc indique isso;
        – pontuando em programas parceiros, o que interessa é a classe mesmo, a primeira letra (o A do nosso exemplo acima)
        – me parece que no internacional essa dinâmica muda um pouco, mas da seguinte forma: a classe e a família serão sempre a primeira letra e o último número da base tarifária, mas ao escolher no site a família mais cara também já altera a classe. Não sei se ficou claro, mas pense na forma de apresentação de compra de voos no site. É como se no doméstico a linha de opções de um voo sejam todas da mesma classe (A, por exemplo) e as famílias vão mudando a cada coluna (o que dita o último número da base tarifária). No inter, na mesma linha, ao mudar de coluna para ir mudando a família, pode haver uma alteração na letra da classe também. Mas veja: pode haver. Então, a classe mais barata da inter pode estar em duas colunas de família, mas na mais cara já há uma alteração de classe também (porque as variações de preço a cada coluna são muito mais significativas).
        Ajudei ou atrapalhei? rs

        • Beatriz

          Ajudou e muito. Só que eu acredito que o Sandro (e eu tbm) queremos a informação da classe tarifária ANTES da compra do bilhete para saber a pontuação em programas parceiros. No site de diversas companhias eu consigo visualizar isso (AA, BA, UA, DL etc).
          O que acontece com a LATAM é que os clientes mais ligados nesse tipo de coisa ficam sujeitos ao elemento surpresa na hora da compra. Só descobrem quando o eticket é emitido.

          • Alexandre

            Ah! Isso eu concordo plenamente! Tudo isso que falei acima não é nada óbvio e transparente. Você tem que gostar do assunto, tem que querer entender e tem que dar a sorte de achar algum dia um atendente realmente bom que te explique o correto. Também acho que um site mostrar antes da compra a classe do bilhete algo que deveria ser uma obrigação, dadas todas as implicações… Mas quis escrever isso tudo apenas para dizer que não basta saber a classe correta para a agência emitir na família que permite o up na inter. Tem mais informação por trás que vai fazer diferença, especialmente nas tarifas mais baixas…

  3. Beatriz

    Alexandre, são tantas variáveis pro cliente conseguir saber exatamente o que está emitindo via agente que, no nível dos serviços que estão sendo prestados no Brasil hoje em dia, acho isso quase que impossível.

    • Rogerio

      Nao entendo muito deste assunto mas acho no minimo suspeito que no momento que estamos comprando o bilhete nao temos esta informacao e raramente achamos algum atendente capacitado para nos dar esclarecimentos, diferentemente do momento em que estamos embarcando ou tentando pedir algum upgrade ou outro beneficio, onde os atendentes viram experts em tarifas e dai sim ,neste momento , sabem tudo o que podemos ou nao com aquele bilhete e claro tentando tirar alguma vantagem disto pró cia. Suspeito não !?!?!?

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