A presidente da LATAM, Claudia Sender, em entrevista para o G1, foi peremptória ao afirmar que “para os passageiros que optarem por comprar uma passagem sem a bagagem despachada, esses sim verão uma redução efetiva de preço da passagem”.

Essa declaração contrasta frontalmente com as afirmações do presidente da GOL que, em entrevista para o Estadão ontem (leia aqui), disse que não haverá redução de preços nas passagens para aqueles que viajarem sem despachar malas.

Mas ao longo da entrevista, Claudia Sender deixa algumas dúvidas sobre a redução do preço. Vejam esses trechos da entrevista:

“Mas o que efetivamente a gente quer é garantir que o passageiro que viaja sem a bagagem tenha sempre acesso a uma passagem mais barata do que aquele que viaja com a bagagem“. Ora, que a passagem será mais barata para o passageiro que não despacha malas em comparação com aquele que despacha me parece óbvio. O que não está claro é se haverá uma redução comparada com os preços praticados hoje em dia, que levam em consideração que todos os passageiros vão despachar bagagem.

“Quando a gente consegue segmentar e fazer com que o passageiro pague efetivamente pelo que está usando, ele terá sempre acesso a bilhetes mais baratos. E o que vai garantir isso é a concorrência“. Bom, aqui ela já coloca que o preço mais barato vai depender da concorrência e não da precificação do que a LATAM considera justo.

Eu sou muito reticente quanto à redução do preço das passagens no geral. Estou até esperando para ver como será a estratégia de marketing das cias aéreas para essa nova etapa da aviação civil no Brasil, inaugurada com o Regulamento 400 da ANAC. Mas imagino que as empresas irão focar na comparação entre passageiros com e sem bagagem para nos distrair do fato que o preço real não irá cair. Ao contrário, quem não tem bagagem continua pagando a mesma coisa; quem tem, pagará mais.

Mas vamos aguardar e comparar como as cias aéreas brasileiras vão se comportar a partir do dia 14 de março.

Claudia Sender traz um dado interessante: ¨Porque no final das contas hoje todos os passageiros pagam como se estivessem viajando com uma bagagem despachada, quando 40% dos passageiros viajam só com uma mala de mão”. Eu sou dessas que só viajo com mala de mão dentro do Brasil. Aliás, se a viagem é curta, eu já fui só com bagagem de mão pra China. E vocês, viajam com ou sem bagagem em voos domésticos?

No mais, o que tenho a dizer é que a Claudia Sender não entende nada da Lei do Inquilinato … rssssss.

Leia aqui a reportagem completa do G1.