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Status em Programa de Fidelidade Sempre Vale a Pena

Nessa semana que passou, li um post cuja conclusão final era que status em programa de fidelidade nem sempre é necessário quando se viaja em cabine superior.  Ou seja, o status não seria importante quando se paga mais pela passagem em classe executiva ou primeira classe, sugerindo que ele só vale a pena nas seguintes circunstâncias: quando se voa em econômica, e a melhor disponibilidade de datas e cabines para emissão de bilhetes-prêmio e upgrades. E finaliza com uma frase grifada: ter status nunca é demais. Tudo isso é verdade. Mas vamos falar sobre o que o post falou sem se aprofundar.

Em primeiro lugar, aviso que todos os comentários são bem-vindos, desde que sejam feitos com educação e cordialidade. Não vou desqualificar a opinião alheia como “mimimi”.  Então, gente, o mimimi tá liberado aqui.

Bom, vamos lá. Quando você entra no avião, a/o chefe de cabine sabe algumas informações sobre você. Por exemplo, se você vem de um voo de conexão (ou vai para algum), se você precisa de cadeira de rodas no desembarque, se você pediu refeição especial, se você está voando de milhas ou se pagou pelo bilhete e, tá-dáááá, se você tem e qual é o seu  status no programa de fidelidade da cia ou da aliança a qual a cia pertence.

Ou seja, entre dois passageiros pagantes de executiva, o tratamento preferencial vai para quem tem status. Já viajei em econômica e executiva em cias estrangeiras em que a/o chefe de cabine vieram me cumprimentar e agradecer especificamente por ser Emerald na Oneworld (Qantas, Cathay e AA). Uma vez me levaram champagne para a econômica  e me deram um amenity kit de primeira classe quando eu estava na executiva (ambas na Cathay Pacific).  Bom tratamento para quem não é celebridade ou VIP demonstra o apreço da cia aérea e suas parceiras por seus passageiros frequentes.

Mas sabe quando status vale a pena mesmo? Quando o voo tem problemas. Aí, meus caros, é que a gente sente a diferença. Vou falar de três situações diferentes que passei no último ano.

A primeira foi um problema mecânico quando eu estava embarcada, mas ainda em terra nos EUA. Quando anunciaram o cancelamento do voo (era um voo doméstico), ainda dentro do avião eu liguei para o telefone exclusivo para Executive Platinum da AA e já remarquei meu voo. Enquanto 95% dos passageiros formaram uma fila para resolver o problema, eu já estava indo para a salinha da AA esperar pelo meu novo voo que partiria em 1 hora. Os passageiros de 1a classe sem status tiveram duas opções: entrar na fila ou gastar dinheiro com uma nova passagem. Ponto pro status.

E mais: em qualquer situação, você conta com um número de telefone dedicado ao seu nível de status. Quanto mais alto o seu nível, menor o tempo de espera para ser atendido e maior o conhecimento e disposição dos operadores em resolver seu problema.

A segunda situação foi um fechamento de aeroporto por conta do mau tempo com pouso em aeroporto em outra cidade. Recebi um email de desculpas e um crédito de 25.000 milhas na minha conta – isso por que eu estava na econômica! A amiga que viajava comigo, com status Gold na AA recebeu o mesmo email com 5.000 milhas na conta.  Ponto pro status.

A última foi bem curiosa. Também em econômica, houve uma troca de aeronave de última hora. Ao invés de viajar num B772 reformado, a AA colocou um B777 do tempo do onça. No dia seguinte, surpresa. Um email de desculpas e 10.000 milhas na minha conta. Sabe o que aconteceu com quem não tinha status? Nada. Ponto pro status.

Sem contar com o seguinte: diversas cias aéreas, como a AA, LATAM, Delta e United por exemplo, não cobram multa por alteração de passagem emitida com milhas quando você atinge o nível mais alto de status. Se você não tem status, uma mera mudança de data pode te custar US$ 200. Ponto pro status.

Em algumas cias aéreas como a British Airways, por exemplo,  dependendo da classe tarifária de compra mesmo que na executiva, você não consegue marcar o assento antecipadamente. Ponto pro status.

Ah, e em caso de overbooking, ter status é fundamental: você embarca e quem não tem status fica.

Além disso tudo, não custa repetir as vantagens de se ter status ainda que você viaje de econômica.

Alguns benefícios que você tem gastando US$ 500 com a passagem são idênticos aos daquele passageiro que pagou US$ 3000 ou mais:

  • maior volume de bagagem;
  • prioridade no check-in, no embarque, na fila da segurança no aeroporto e na entrega das bagagens;
  • acesso às salas VIP com acompanhante (dependendo do nível de status);

Alguns benefícios que você tem gastanto US$ 500 com a passagem e que aqueles que gastaram US$ 3000 ou mais não têm:

  • chances de upgrade para a classe seguinte no caso de overbooking da sua classe;
  • reacomodação prioritária no caso de cancelamento de voo/overbooking;
  • maior disponibilidade no resgate de bilhetes-prêmio;
  • quanto mais alto o seu status, maior o acúmulo de milhas/pontos;
  • telefones dedicados e atendentes exclusivos que tentam sanar suas dúvidas e solucionar seus problemas da melhor maneira possível no menor espaço de tempo;
  • algumas cias como AA, United, Delta, LATAM, Avianca, Copa, Alitalia etc dão um número x de upgrades gratuitos ao ano sujeitos à disponibilidade.

Não é pouca coisa, não é mesmo? Então, amigos, ter dinheiro e poder comprar direto na executiva e primeira classe é ótimo e um ideal a ser perseguido por 99% da população! Massssss, ter status não tem preço.

Na minha humilde opinião, se você não é uma celebridade/VIP status sempre vale a pena, ainda que você tenha dinheiro sobrando.

 

 

2 Comentários

  1. Eduardo

    Perfeito! Porém para se qualificar em um status diferenciado é um pouco complicado.

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