Em um press release divulgado ontem, a United mudou a sua política de overbooking em decorrência do escândalo envolvendo um passageiro pagante que foi retirado violentamente de uma das suas aeronaves. O “incidente” ganhou repercussão mundial, maculou a imagem da empresa e custou o cargo de presidente do conselho ao CEO Oscar Muñoz.

Abaixo, o compromisso da United:

1) Limitar o uso de policiais somente para questões relativas à segurança.

2) Não pedir para que passageiros já embarcados saiam da aeronave involuntariamente, a menos que haja risco à segurança.

3) Aumentar a compensação da recusa de embarque para até USD 10.000.

4) Estabelecer uma equipe de soluções para passageiros, que vai oferecer aos agentes da empresa soluções criativas tais como o uso de aeroportos próximos, o embarque em outra cia aérea ou transporte em terra para que os passageiros cheguem ao seu destino final.

5) Certificar que as tripulações tenham reservas em voos com, pelo menos, 60 minutos antes da partida.

6) Oferecer treinamento anual adicional.

7) Criar um sistema automático para pedir que voluntários alterem seus planos de viagem.

8) Reduzir a quantidade de overbooking.

9) Dar poderes para os funcionários resolverem problemas com passageiros no momento de sua ocorrência.

10) Eliminar a burocracia ao adotar a política de "no questions asked" para as bagagens perdidas.

Há males que vem para o bem. A explosão da exposição nas redes sociais de violência gratuita contra um passageiro e a consequente reprovação, em nível mundial, das práticas autoritárias das companhias aéreas americanas parece estar rendendo frutos.

Os pontos traçados pela United são imperativos para que o passageiro – que é quem mantém a companhia voando – tenha seus direitos minimamente respeitados. Que as outras empresas sigam esse exemplo.