Há uma grande polêmica nas redes sociais a respeito do post de um passageiro cujo embarque foi negado por uma funcionária da GOL. O passageiro além de escrever o post, tirou foto da funcionária e de seu crachá. Antes de entrar no mérito da questão, transcrevo o relato desse passageiro:

Uma atendente da GOL de salvador hoje me alto avaliou a minha condição e grau de conjuntivite me barrando o meu embarque as 5:15 da manhã.
Expliquei varias vezes que estava medicado e estava tudo sobre controle, mas a mesma parecendo e querendo ser médica dizia que eu não poderia embarcar a não ser mediante de um laudo médico, pois a minha conjuntivite era VIRAL ( avaliação dela ) fez eu perder meu voo. Não me dando solução para o embarque, depois de muito bate boca e preconceitos para a minha pessoa ela me disse que tinha um hospital próximo ao aeroporto. Tive que acionar um UBER e ir até um hospital público de salvador incomodar um médico que estava lotado de serviço para ele poder finalmente me diagnosticar e eu provar mais uma vez que eu NÃO apresentava risco para o voo e passageiros. O médico muito educado disse que estava APTO para viajar, me passou um laudo médico para embarcar.

Voltando ao aeroporto fiz questão de chamar a atendente ANA KARENINA que me disse ser a gerente e depois já era a supervisora. Perguntei para ela como ficaria minha situação do meu embarque já que ela me impediu de embarque e tinha compromisso no rio. Ela irônica voltou a falar que estava impedido de voar quando retirei da minha bolsa meu atestado. Ela mudou totalmente sua postura. Mas mesmo assim não pediu desculpas e não me ofereceu nenhuma solução a não ser embarcar no próximo voo das 09:50am. Disse que ela teria obrigação de me embarcar em outra companhia já que o erro foi deles. Ela disse que não poderia fazer nada. Nem o meu assento conforto ao fazer o check in estava disponível tendo que voltar e pedir para me conceder. Me sinto completamente prejudicado, humilhado e constrangido por essa situação. Nada foi me oferecido !!! Fui a anac e ela me aconselhou a voltar na GOL e abrir uma reclamação com protocolo. Aqui estou! Logo eu que fiz questão de voar só Gol em minhas férias no Brasil. OBRIGADO GOL. Vou pensar 1.000x em voar com vcs denovo.

A meu ver, o passageiro não tem nenhuma razão no seu pleito. Se ele estava com sinais de conjuntivite – que é uma doença contagiosa – e sem um atestado médico à mão na hora do embarque, foi correta a postura da funcionária.

OBS 1: Em virtude de alguns comentários, esclareço meu entendimento sobre o caso. Pelo relato dele, eu entendi que ele mesmo tinha assumido que estava com conjuntivite (“Expliquei varias vezes que estava medicado e estava tudo sobre controle”). Logo, entendo que a funcionária não diagnosticou o passageiro. A partir da informação dada por ele, ela exigiu o atestado médico o que, a meu sentir, foi correto, uma vez que a conjuntivite pode ser contagiosa.

Não adianta ele mesmo se auto-declarar apto a viajar: essa informação obrigatoriamente tem que partir de um profissional habilitado para tanto.

Isso vale para qualquer tipo de doença infecto-contagiosa e para aquelas, que mesmo que não sejam contagiosas, tenham aparência de contágio. Os funcionários não são médicos e é justamente por isso que, na dúvida, eles devem privilegiar a segurança dos outros passageiros.

A funcionária agiu corretamente, uma vez que ela não poderia permitir o embarque de um passageiro que poderia colocar em risco a saúde dos demais passageiros confinados com ele em um avião por algumas horas.

Depois que ele foi ao hospital e conseguiu o atestado (o que ele já deveria ter feito antes de ir para o aeroporto), a empresa autorizou o seu embarque no primeiro voo disponível – outra decisão acertada.

O passageiro tampouco tinha lastro para exigir que fosse embarcado em outra companhia aérea, já que a GOL tinha disponibilidade de assento em sua própria aeronave.

Enfim, as companhias aéreas erram muito no tratamento dispensado aos consumidores mas, nesse caso, o passageiro não tem nenhuma razão.

O que vocês acham? A funcionária agiu corretamente?