Há algum tempo que os blogs internacionais vem noticiando a insatisfação da Qatar Airways em permanecer na Oneworld. A empresa, a única das ME3 a pertencer a uma aliança, vem sofrendo ataques constantes de companhias aéreas americanas, inclusive da American Airlines, que se consideram injustiçadas pelos subsídios governamentais que a Qatar recebe e que se transformam em uma experiência de voo muito superior para seus passageiros.

Meu amigo Arthur me enviou a foto uma reportagem da Voyages D’Affaires de dez/18 – jan/19 , revista especializada em turismo de negócios:

Em tradução livre, o artigo diz o seguinte: A Qatar Airways procura a porta de saída da Oneworld.

A empresa recentemente encontra-se em divergências com certos membros da Oneworld, aliança a que se filiou no final de 2013. Se a decisão de sair estiver sendo efetivamente desenvolvida – o que é muito provável – a presença da Qatar seria uma das mais curtas da história das alianças globais do transporte aéreo até o momento.

A companhia recentemente expressou sua frustração com a American Airlines que bloqueou todas as tentativas de expansão da Qatar, especialmente ao impedir um acordo de céu aberto com os EUA. Os executivos da AA também impediram a aquisição de 10% da empresa pela companhia qatari.

O CEO da Qatar, Akbar Al Baker, também vê problemas com o acordo de cooperação entre a Qantas e a Emirates.

A saída da empresa faria com que a Oneworld perdesse um membro valioso. Para a Qatar, os acordos individuais podem substituir a sua participação na Oneworld. E ela ainda poderia criar uma nova aliança com os grupos IAG (da British Airways e Iberia), LATAM, Cathay Pacific e Air Italy, dos quais ela tem participação no capital.

A tensão entre a Qatar e a American Airlines é óbvia: a tentativa frustrada de aquisição em 2017 (clique aqui para ler) e a resposta de Doug Parker demonstram o profundo descontentamento com a jogada.

Fato é que, se a saída se concretizar, a Oneworld perde um grande atrativo, já que apenas a Cathay Pacific e a Japan Airlines são as únicas empresas da aliança que oferecem um produto considerado excepcional.