Nessa semana, o LATAM Fidelidade anunciou alterações na tabela de resgates com as parceiras Oneworld (clique aqui para ler o post). A tabela, ainda baseada em regiões, agora estipula um valor mínimo e um valor máximo de pontos exigíveis para emissão do bilhete. Não há nenhum mistério no que foi divulgado, mas há um ponto que gostaria de explorar.

Então, a título de exemplo, se eu quiser sair do Brasil para a Ásia Oriental, eu devo somar América do Sul + Europa ou Estados Unidos e depois Europa ou Estados Unidos + Ásia Oriental. E é assim que o sistema atualmente está precificando os bilhetes de acordo com diversos comentários aqui e em outros blogs.

Entretanto, vamos dar uma olhada na tabela – escolhi a da econômica, mas vale para todas as cabines:

A tabela que o Fidelidade apresenta há anos inclui um valor específico para bilhetes com origem no Brasil e destino na Ásia Oriental: serão necessários 92.000 pontos para tal emissão (farei todas as contas nos valores máximos).

Mas se somarmos Brasil + Estados Unidos e Estados Unidos + Ásia Oriental, temos a seguinte conta: 54.000 + 61.500 = 115.500. Via Europa teremos: 61.500 + 77.000 = 138.500.

Minha pergunta é bem simplinha: se o LATAM Fidelidade vai somar os trechos, por que ele tem um valor específico para os voos Brasil – Ásia Oriental já que, obrigatoriamente, é exigido que se passe por uma terceira região entre a origem e o destino?

O AAdvantage, por exemplo, não prevê a emissão direta entre Brasil e Ásia – aqui, sim, é necessário o somatório de regiões, cujo valor vai variar dependendo da rota escolhida – transatlântica ou transpacífica:

Eu entendo que essa regra do somatório de regiões é contraditória diante da tabela fornecida pela própria empresa. Ela não é nova, mas foi repetida nessa nova alteração do programa.

Eu mesma já consegui emissões entre Brasil e Ásia sem somar regiões e já li diversos comentários durante esses dois anos de blog de pessoas que emitiram sem problemas, inclusive em 1a classe.

Espero que o Fidelidade honre a tabela que foi por ele apresentada.

No mais, alô departamento de TI do LATAM Fidelidade/Multiplus, já estamos com quase 6 meses de migração e os problemas ainda persistem. Já passou da hora de terem sido resolvidos, não é mesmo? Se o pessoal não está dando conta do recado, seria bom contratar quem desse … Afinal, são mais de 10 milhões de clientes impactados.

Para saber as demais alterações do LATAM Fidelidade que entrarão em vigor a partir do dia 20 de janeiro de 2019, clique aqui.