Acabou de dar no OMAAT: há rumores que a Etihad vai formar parceria com a United, abandonando a American Airlines, com quem tinha relações comerciais há anos.

Segundo o Lucky, a decisão tem raízes no término dos voos codeshare que foi feito pela American, há dois anos atrás, em virtude da guerra política das companhias americanas contra as empresas aéreas do Golfo por conta dos subsídios. Eles permitem que as empresas do Oriente Médio ofereçam um melhor produto por um preço mais atraente.

Mas as companhias americanas gritam muito sem razão: a Delta, por exemplo, não paga um tostão de impostos estaduais à Geórgia, local da sua sede, por meio de isenções fiscais. O nome é diferente mas o efeito é idêntico ao de um subsídio. Não sei se o Texas faz o mesmo com a American, mas imagino que se não há isenção total, deve pagar um mínimo de tributos.

Essa notícia é péssima para a American por dois motivos: em primeiro lugar, perde um parceiro que, apesar das dificuldades econômicas que vem enfrentando, é uma opção de resgate muito boa.

Em segundo lugar, dá um enorme poder de barganha no colo da Qatar Airways, que passa a ser a única companhia parceira que opera voos de/para e via Oriente Médio.

Sempre é bom lembrar que Akbar Al Baker, o CEO da Qatar, vem ameaçando abandonar a Oneworld há tempos. Tudo bem que parece que ele é um tipo meio fanfarrão, mas fato é que a American também acabou com os voos codeshare com a Qatar pelo mesma motivação política dos subsídios.

Agora que a Qatar detém o monopólio de conexão entre Europa e Ásia via Oriente Médio, ela tem a faca e o queijo na mão.

O Lucky recomenda que aqueles que pretentem emitir alguma coisa com a Etihad, que o façam rapidamente, sob pena de perderem a última chance. A notícia ainda é um rumor, mas parece que a balança pende para o lado da confirmação.

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