Estava pesquisando um voo com milhas para a Europa pelo AAdvantage e me deparei com uma conexão de 1h10mins em Madri. Achei o tempo para conexão curto demais para Barajas, até por que teria que fazer a imigração lá, já que o voo seguinte seria intra-europeu.

Decidi ligar para o call center brasileiro para ver se não havia um outro voo mais tarde na conexão, mas aquele era o único disponível.

Aí seguiu o seguinte diálogo (foi mais longo e surreal – o mais surreal que tive nos meus 23 anos de associação ao AAdvantage, mas simplifiquei porque é suficiente):

Eu: Olha, eu acho esse tempo curto para uma conexão, mas como o sistema está disponibilizando o voo é porque está dentro dos parâmetros. O que vai acontecer se eu não conseguir pegar o voo seguinte - tem imigração, deslocamento entre terminais ...?

Atendente: Esse tempo é calculado levando em conta que o passageiro não tem bagagem despachada. 

Eu (atônita com a resposta anterior): Eu não vou despachar bagagem.

Atendente: A senhora terá que ligar para o AAdvantage para ver se há disponibilidade com milhas para um outro voo.

Eu: E se não houver?

Atendente: Existe uma coisa chamada livre arbítrio e outra chamada bom-senso. 

Eu (boba com a audácia, mas rápida no gatilho): Existe uma terceira coisa chamada Direito do Consumidor.

Atendente: Eu não estou aqui para discutir Direito do Consumidor com a Sra. Estou lhe falando sobre os procedimentos da minha empresa, a American Airlines.

Eu: OK, entendi. Agradeço demais os seus esclarecimentos.

Mas hein?