Há 16 meses atrás, a Resolução 400 da ANAC entrou em vigor com a promessa na diminuição do valor das passagens aéreas em troca da cobrança da bagagem despachada, até então gratuita.

Desde então, além de não termos qualquer alívio nos preços dos bilhetes – na realidade, algumas reportagens afirmam que o preço das passagens subiu – as empresas aéreas começaram a cobrar por serviços que eram gratuitos como, por exemplo, a marcação de assentos.

A Resolução garante a gratuidade da bagagem de mão, que pode pesar, no máximo, 10 quilos. Apesar da aparente clareza da norma, cabe a cada empresa determinar o tamanho máximo da mala.  A GOL, por exemplo, é a mais generosa das empresas, admitindo dimensões máximas de 40 x 25 x 55 cm. Já a LATAM, Azul e a Avianca aceitam malas com, no máximo, 35 x 25 x 55 cm.

Além disso, o preço das bagagens despachadas também é variado. Para voos domésticos, a Azul cobra R$ 60,00 pela 1a mala pelo site/app/call center e R$ 80,00 na hora do embarque. A Avianca cobra R$ 40,00 até 6 horas antes do check-in e R$ 80,00 a partir de 6 horas até o fechamento do check-in. A GOL cobra R$ 50,00 nos canais digitais e R$ 100,00 no check-in. Mas é importante ressaltar que, dependendo do perfil de tarifa e do status do passageiro no programa de milhas, as empresas podem até liberar o despacho de um ou dois volumes de 23kg.

A LATAM, por sua vez, não disponibiliza mais a informação no site! Para saber o custo, é necessário informar o código da reserva. Entretanto, ontem foi divulgado nos grupos de whatsapp uma suposta nova tabela de preços de bagagens da LATAM a entrar em vigor a partir de hoje (quem tiver ou fizer reserva em voo doméstico, por favor coloque nos comentários se essa informação é verdadeira ou não):

Em sendo verdade, a LATAM poderá cobrar R$ 110,00 pela 1a mala dos passageiros no check-in – o valor mais alto das empresas brasileiras. Até então, essa mesma mala custava R$ 80,00 para ser despachada, o que significa um aumento de quase 40% sem qualquer aviso prévio aos passageiros.

O fato é que esses valores podem significar uma porcentagem considerável do preço do bilhete, como é o caso abaixo da Passaredo, em que a peça de bagagem custa mais de 50% do preço da passagem (agradeço a dica do Rondon):

No caso acima, é mais vantajoso comprar na tarifa básica, que já inclui uma peça no valor cobrado.

Como não há como voltar atrás nessa cobrança, apesar de a promessa de barateamento do preço da passagem não ter sido cumprida, eu acho que deveria haver uma padronização mínima para evitar abusos e teratologias.

Em primeiro lugar, todas as empresas deveriam ser obrigadas a divulgar os preços praticados. A bem da verdade, todas divulgam, exceto a LATAM. Aliás, fiquei surpresa de descobrir que essa informação está sendo ocultada do público em geral – não sei se propositalmente ou se é uma falha do departamento de TI.

Em segundo lugar, deveria ser estipulada uma porcentagem máxima de cobrança de acordo com o preço da passagem para evitar que a 1a bagagem custe 50, 60, 70% do valor do bilhete.

Em terceiro lugar, o aumento do valor das bagagens despachadas deveria ser amplamente divulgado com, pelo menos, 30 dias de antecedência. Não é admissível o passageiro ser surpreendido com um aumento no balcão de check-in.

Enfim, o que vocês estão achando da cobrança? Alguma sugestão para as companhias aéreas?