Com o debacle da Avianca e do programa Amigo, os brasileiros ficaram órfãos da Star Alliance, já que nenhuma companhia brasileira é membro da aliança. Em relação aos programas de milhas das companhias aéreas que operam para o Brasil, temos 3 principais: Lifemiles (Avianca Internacional), Miles&GO (TAP) e MileagePlus (United).

Temos também o Connect da Copa Airlines e o Miles&Smiles da Turkish Airlines. Entretanto, nenhum dos dois programas tem grande repercussão aqui. E os resgates na Copa via parceria com o Smiles têm valores proibitivos, mesmo em econômica.

Dos três, o mais popular é o Miles&GO da TAP, mas a imagem da empresa está muito arranhada depois da decisão de não honrar os bilhetes emitidos pelo Amigo (parece que estão reavaliando – aguardemos, pois, o desenrolar dessa novela ao longo da semana).

O interessante é que o Miles&GO vinha gradualmente retomando a confiança do consumidor brasileiro depois daquela desvalorização da tabela em fevereiro de 2018. Foram só 15 dias de antecedência com desvalorizações que superaram a barreira dos 100%. Naturalmente, acredito que a transferência de pontos para o programa tenha reduzido drasticamente.

Em 2019, o Miles&GO já fez duas (corrijam-me se eu estiver errada) promos oferecendo até 100% de bônus. Imagino que os seus diretores tenham visto uma oportunidade única de abocanhar parte do mercado brasileiro órfão da Star Alliance.

OBS: O Carlos já me corrigiu – foram 4 promoções de até 100% esse ano e uma de 80% no Victoria/Miles&GO. Obrigada, Carlos!

A empresa não tem mais como se expandir em Portugal e o mercado natural é o Brasil. Não nos esqueçamos que Portugal tem 10 milhões de habitantes: imaginem a carteira brasileira que o Miles&GO poderia ter caso fosse o programa da Star Alliance eleito pelos mais de 30 milhões de brasileiros que são fidelizados a algum programa de milhas …

O Miles&GO tem dois aspectos estratégicos importantíssimos na minha opinião: tem parceria com bancos brasileiros e também é parceira da Livelo.

Mas eu realmente não enxergo, nesse momento, boa vontade dos brasileiros com a empresa.

Quanto ao Lifemiles, ele tem a ótima vantagem de não cobrar taxa de combustível, ao contrário do Miles&GO e do Miles&Smiles da Turkish. Além disso, toda a operação de emissão é feita online e o call center funciona bem.

O Lifemiles fez uma boa jogada no ano passado ao desvalorizar a tabela: recompensou quem tinha milhas na conta em determinada data. Dos programas de milhas, foi o único a ter um mínimo de consideração com o consumidor brasileiro.

O programa da Avianca Internacional tem outro aspecto importante, que é bom e ruim ao mesmo tempo – e que vale para o MileagePlus da United também. Apesar da parceria com a Livelo, o deságio é grande. A transferência de pontos é na proporção de 1,3:1 no caso do Lifemiles, e 2:1 no caso do MileagePlus.

O programa da United, por sua vez, é o mais sólido dos três – tabela fixa para as parceiras, aviso de alteração com 6 meses de antecedência, resgates online sem cobrança de taxa de combustível com valores bem razoáveis em relação às parceiras. Mas, infelizmente, não tem nenhuma parceria com cartões de crédito brasileiros e o deságio na Livelo é brutal e tem limite de transferência anual.

Então, sinto informar-lhes que estamos em um momento muito difícil em relação à Star Alliance. Amanhã eu vou postar sobre estratégias e programas de milhas na atualidade.

Até lá, como vocês se sentem em relação a esses programas que mencionei? Qual é o programa da Star Alliance com o qual vocês se sentem mais confortáveis atualmente?

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