Não, você não leu errado. Existe um voo que dura 90 segundos. Mas antes de dizer que voo é esse – só para manter o suspense! 🙂 – eu vou falar de outro voo curtíssimo.

A partir de dezembro, a British Airways vai operar um voo entre o Estado-ilha de Bahrain e a cidade de Damman, na Arábia Saudita. A distância entre as duas cidades é de 54 milhas, ou 86,4 km.

Para se colocar essa distância em perspectiva, 358km em linha reta separam o Rio de Janeiro e São Paulo, cujos voos são chamados de “ponte aérea”.

Atualmente, a British liga as duas cidades do Oriente Médio via serviço de limosine que leva 90 mins. O trajeto tem até um número de voo, o BA8499. Com a inaguração de um voo real, propriamente dito, esse tempo será de 30 mins.

A título de curiosidade, o voo internacional mais curto liga as cidades de St Gallen, na Suíça e Friederichshafen, na Alemanha. O trajeto tem 14.4 milhas, ou 21 km, e é operado com um Embraer 145 da Viennaline com capacidade para 50 passageiros. O voo dura 8 minutos.

Mas isso é uma eterninade se comparado com os 90 segundos que separam as ilhas escocesas de Westrey (população: 640 habitantes) e Papa Westrey (população: 72 habitantes), nas Orkneys, na costa norte do país.

O trajeto de 1.7 milhas, ou 2,72 km, é operado pela companhia Loganair geralmente leva 90 segundos – que é o tempo bloqueado para o trecho. Mas os ventos contrários podem elevar o tempo de voo para angustiantes 2 minutos e meio!

Vamos experimentar os 90 segundos?

Em uma época em que se busca construir aeronaves com maior autonomia de voo para cobrir distâncias ainda inalcançáveis, vide o Projeto Sunrise da Qantas com a Boeing, esse tipo de operação não parece fazer muito sentido economicamente.

Entretanto, a ligação entre alguns pontos do globo só é possível ou é mais acessível por via aérea.

Não são apenas as ilhas no norte da Escócia, cujo mar revolto e o tempo constantemente ruim faz a travessia de barco incerta, perigosa e potencialmente danosa para o estômago dos passageiros.

Comunidades isoladas do Alasca, por exemplo, dependem de aviões para receberem mantimentos dos grandes centros. Daí a necessidade desses voos curtíssimos.

O trecho entre St Gallen e Friederichshafen, por sua vez, tem outro motivo. Ele é parte de um plano de voo que leva turistas à cidade alemã de Köln.

Gostaram dessas pequenas pérolas de conhecimento geral? 🙂