Deu no jornal O Globo que a LATAM admite interesse em comprar parte das operações da Avianca Brasil. Transcrevo o texto em sua literalidade e deixo o link da matéria original ao final.

Dois dias depois de apresentar à Justiça objeções à proposta de compra de ativos da Avianca Brasil pela Azul, a Latam admitiu ter interesse em adquirir parte das operações da companhia aérea dos irmãos José e Germán Efromovich, que entrou em recuperação judicial em dezembro.

— Analisamos (uma aquisição) desde que a Avianca entrou em recuperação judicial. Ainda não encontramos uma forma rentável de comprar. Não fizemos uma proposta, mas isso não quer dizer que não podemos olhar no futuro — disse Jerome Cadier, presidente da operação brasileira da Latam, em entrevista ao GLOBO.

Há duas motivações ao pedido da Latam à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, responsável pelo processo da Avianca. A primeira é garantir sua posição no mercado brasileiro de aviação. Hoje, a fatia da empresa é de 30%, atrás apenas da Gol, que tem 34%. Se levar a Avianca, a fatia da Azul pode atingir até 25% de participação, segundo cálculos da agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

— Como qualquer empresa, defendemos a sustentabilidade do negócio. Tomamos a posição de defender o market share — afirmou Cadier.

Além disso, a Latam busca reaver uma dívida de R$ 2,8 milhões por serviços de manutenção feitos em aeronaves da Avianca. Para Cadier, o pagamento está ameaçado caso o acordo com a Azul prospere porque a maioria dos ativos, como aviões e slots, da Avianca iriam para a nova empresa . As dívidas da aérea, que superam os R$ 500 milhões, ficariam na “velha Avianca”. Com esse tipo de arranjo, o pagamento das dívidas é remoto, segundo Cadier, que cita como exemplo o que aconteceu em 2007 com os credores da Varig.

Sem acordo

Audiência realizada ontem na Justiça paulista entre empresas de leasing de aeronaves e a Avianca terminou, mais uma vez, sem acordo.

Representantes de dez arrendadoras estiveram na sessão, que durou uma hora e meia. Além dos aluguéis atrasados, as empresas negociam com a Avianca um cronograma de devolução de parte da frota.

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