O LATAM Fidelidade implementou novas regras de qualificação para 2019 (clique aqui e aqui para ler ). A LATAM, sediada no Chile, tem diversas subsidiárias espalhadas pela América do Sul – Brasil, Argentina, Peru, Paraguai, Colômbia etc – em que também opera voos domésticos. Todas as subsidiárias têm como programa de passageiro frequente o LATAM Pass, à exceção do Brasil, em que temos o LATAM Fidelidade.

Atualmente, para aderir ao LATAM Pass dos nossos vizinhos é necessário ser residente no país do programa. Ou seja, para ser LATAM Pass na Argentina é necessário ser residente na Argentina.

As novas regras do programa de fidelidade foram implementadas em todos os “braços” da companhia e a LATAM mantém um site específico para cada país em que opera.

Mas, voltando às mudanças, a partir do dia 1o  janeiro de 2019, teremos apenas dois  requisitos para a qualificação nas categorias elite: um gasto mínimo que gera pontos, e um número mínimo de pontos adquiridos exclusivamente em voos LATAM.

O que chama a atenção aqui é que o Brasil é o único país em que os voos domésticos conferem pontos baseados em reais e não em dólares.

Fazendo uma conversão aproximada, hoje 1 real equivale a USD 0,26. Logo, se o conversor brasileiro fosse em dólares, receberíamos 9,6 pontos por dólar gasto no Brasil. Imagino que, à época dos estudos empreendidos pela empresa para determinar os valores, o patamar fosse idêntico, ou muito próximo àquele dos voos domésticos no Chile, Peru, Equador e Argentina. Logo, os clientes desses países – à exceção da Colômbia – ganhariam pontuação equivalente em voos domésticos e internacionais.

Para facilitar a visualização, elaborei uma tabelinha comparativa (valores em milhares de pontos) para todos os residentes dos países da América do Sul em que a LATAM atua :

 

É possível perceber que os chilenos são os maiores prejudicados com as mudanças. É caso de qualificar em qualquer outra programa da Oneworld, não acham? Então, a análise abaixo vai excluir os chilenos, porque já estabelecemos que a mudança foi catastrófica para eles.

O requisito para Gold no Brasil é o mais baixo e isso não tem nada a ver com caridade: qualquer um pode ser Gold sem voar nenhum trecho com a LATAM. Basta aderir ao Clube Multiplus 10.000 que o benefício já está incluso.

Quanto ao Platinum, Brasil, Colômbia e Equador estão no mesmo nível de exigência, ao passo que argentinos e peruanos precisam gastar cerca de 15% a mais do que nós.

Nas categorias Emerald da Oneworld é que a coisa muda de figura: os brasileiros são os mais prejudicados, de longe! Os colombianos e peruanos necessitam apenas de metade dos pontos – vamos usar a palavra correta: dinheiro. Os colombianos e peruanos precisam gastar a metade do dinheiro que os brasileiros gastam para serem Emerald na Oneworld (Black no Fidelidade/PASS).

No topo da pirâmide, os equatorianos vencem por pequena margem: eles precisam de 130.000 pontos qualificáveis, ao passo que os colombianos precisam de 140.000.  Depois dos chilenos, nós e os peruanos são os que mais precisam gastar com o programa.

Eu já tinha feito uma tabelinha com os valores necessários para se gastar para atingir cada categoria aqui no Brasil:Pelos valores comparativos, eu entendo que o programa se tornou inviável para todas as nacionalidades analisadas. Os menos prejudicados foram os equatorianos: por cerca de USD 8.000 ao ano é possível ser Oneworld Emerald, o que está abaixo do que será exigido pelo AAdvantage.

Partiu Equador?