A LATAM vai lançar um app com uma caixa virtual que vai ajudar os passageiros determinar se a bagagem de mão está dentro dos padrões exigidos pela empresa. Eu achei uma boa iniciativa da LATAM  – apesar de achar que a maioria esmagadora das pessoas sabe muito bem se a sua bagagem está ou não dentro dos limites estipulados. Afinal, a gente (eu, pelo menos) não troca de mala de mão toda hora.

A novidade da LATAM foi apresentada ontem na FTE Global (Future Travel Experience), um forum mundial de inovação nos serviços aéreos. Segundo os analistas que estão no FTE Global, a grande estrela das apresentações, em geral, foi a biometria.

A Air France, por exemplo, vai utilizar a biometria no embarque em seus voos. O controle de fronteiras nos aeroportos americanos (CBP – US Customs and Border Protection) também será feito via reconhecimento facial – o que eu acredito que vai facilitar demais a vida dos americanos retornando ao país.

Além disso, o CBP está testando o uso de reconhecimento facial nos checkpoints no Tom Bradley International Terminal (TBIT) no aeroporto de Los Angeles.

A ideia é ter uma plataforma que possa integrar as informações sobre um mesmo passageiro usando diferentes fontes de dados: imigração, lista de passageiros fornecida pelas cias aéreas, etc. Em um teste no aeroporto de Washington DC, o tempo total na fila de imigração dos passageiros de um B747 da Korean Air caiu de 75 minutos para 30 minutos.

Em outra vertente da conferência, a Finnair disponibilizou dados sobre a conectividade a bordo: nos voos de curta distância em que a conectividade é gratuita, entre 30%-35% dos passageiros usam wifi. O número cai para 2%-3% nos voos de longa distância em que o wifi é pago.

E para finalizar, Mike Stromer, o VP de Tecnologia em Produtos da JetBlue, apresentou dados de uma pesquisa feita com os passageiros. Cerca de 31% dos entrevistados disse que o mais importante na escolha da companhia aérea é feita levando em conta a experiência em voo. Em segundo lugar, os serviços na chegada ao destino, com 15.7%,  é fator determinante para a escolha. A fidelidade ao programa de milhas atrai apenas 7.4% dos passageiros.