Ontem o TAP Victoria divulgou a nova tabela para parceiras Star Alliance. A partir dessas novas informações, decidi atualizar o post dos melhores resgates do programa de milhas da companhia aérea portuguesa, mantendo a estrutura do original para vocês terem uma ideia das mudanças. O que ainda estiver aceitável, na minha opinião, é claro, eu destacarei em verde.

Vamos lá …

O programa tem parceria com muitos cartões de crédito e, com boas promoções de transferências bonificadas, muitas pessoas ligadas nessa vida de milhas e destinos têm uma conta no TAP Victoria.

De todos os programas que analisei até agora, o Victoria tem três características importantes: (a) só é possível emitir bilhetes de ida e volta com as parceiras ; (b) é o único parceiro da Emirates no Brasil – mas só emite em econômica e executiva (o Smiles também é, mas eu não tratei dele nessa série), e (c) não é possível emitir um trecho em uma parceira Star Alliance e outro com a Emirates (pena!), ou é ida e volta com a Star ou ida e volta com a Emirates.

Além disso, infelizmente o resgate nas parceiras só é possível via SAC.

Um outro dado importante é que a TAP tirou a tabela global de resgate das parceiras da internet após a reformulação do site. Ao final, eu colocarei as mais relevantes tabelas por região, como estão disponíveis atualmente. Então, essa análise somente é válida para resgate nas parceiras, ok?

Lembro que os valores são para ida e volta.

Classe Econômica

Antes, a empresa oferecia dois bons resgates na econômica:

Ásia - Oceania: 40.000 milhas (20.000 milhas o trecho)

Voos intra-Ásia: 35.000 milhas (17.500 milhas o trecho)

Agora, Ásia – Oceania = 120.000 milhas, um aumento de 200%! E os voos intra-Ásia agora estão por 60.000 milhas – 25.000 milhas a mais.

O resgate entre Brasil e América do Norte/Caribe custava 55.000 milhas e agora sai por 70.000 milhas.

Resumo da ópera: não vale mais a pena emitir em econômica via Victoria.

Classe Executiva

Europa – América do Norte/Caribe: eram 110.000 milhas e agora, são 160.000 milhas …

América do Norte/Caribe – Oriente Médio: 230.000 milhas – foi outro trecho que teve um aumento tremendo (custava 160.000 milhas)

América do Norte/Caribe – Oceania: esse dobrou de valor – eram 130.000 milhas e agora sai por 260.000 milhas.

América do Sul – América do Norte: 100.000 milhas. Sofreu um aumento de 10% e ainda está vantajoso. Com esse valor é possível ir ao Havaí ou ao Alasca com direito a um stopover. 

América do Sul – Ásia: 260.000 milhas. Ainda é um bom valor se contarmos que são, pelo menos 4 trechos com cerca de 11 horas de viagem.

América do Sul – Oceania: eram necessárias 245.000 milhas e agora são 260.000 milhas. Não sei como o Victoria faz esse roteamento. Se for via Buenos Aires com a Air New Zealand, não vale e é quase impossível emitir. A companhia neozelandesa é dura para disponibilizar assentos com milhas.  Mas se for via Europa e Ásia,  ou via Dubai com a Emirates, aí sim, vale muito, até por conta do stopover.  Mas a Emirates cobra YQ em voos saindo do Brasil …

Ásia – Oriente Médio: são 100.000 milhas para voar, por exemplo, entre Dubai e qualquer país da Ásia na executiva do A380 da Emirates.

Ásia – África Austral: também por 100.000 milhas é possível fazer África do Sul e Ásia, ida e volta com a South African. (OBS: Agradeço à Alice Wong pelas duas dicas da Ásia, que eu mesma não tinha visto).

América do Sul – Europa/Norte da África: acabou o ótimo resgate por 120.000 milhas. Agora, nós teremos que desembolsar 230.000 milhas, um aumento de quase 100%.

Ásia – Ásia: outro que saiu de 50.000 milhas para 90.000 milhas (45.000 milhas o trecho). Não vale a pena. No Lifemiles, o trecho sai por 36.000 milhas na business e 50.000 na primeira classe.

Ásia – Oceania: de 70.000 milhas para 210.000 milhas a emissão aqui se tornou impossível.

Primeira Classe

América do Sul – Europa:  foi de 180.000 milhas para 320.000 milhas. Melhor emitir pelo Amigo pagando 200.000 ida e volta ou 100.000 one-way.

Europa – América do Norte/Caribe: são 230.000 milhas ao invés das antigas 170.000 milhas. Não vale …

Europa – Oriente Médio: são 130.000 milhas para voar com a Lufthansa antes que ela decida não oferecer mais first nessa região.

Ásia – Ásia: eram 75.000 milhas e agora são 120.000 milhas (60.000 milhas o trecho). Acho que ainda tem valor para voar Thai entre Bangkok e Tóquio, ainda mais quando se tem a chance de experimentar o lounge da Thai, considerado um dos melhores do mundo. (OBS: O leitor Bruno Dantas me chamou a atenção que a ANA não faz mais esse trecho em First. Uma pena … 🙁 ).

Ásia – Oceania: de 110.000 milhas pulou para 330.000 milhas. 200% de aumento. Inviável.

Ainda há bons resgates com o Victoria. O problema é que sair do Brasil para a Europa ficou inviável. Vale mais a pena ir para a Ásia com um stopover no Velho Continente.

A atualização foi muito cruel por conta de diversos fatores. O primeiro foi a porcentagem de aumento. Raros os aumentos na casa dos 10%, 20%. A maioria foi para lá dos 50%, com alguns bateram a casa de 200%.

O segundo fator foi o lamentável comportamento da empresa que, além de não avisar – foram os leitores que descobriram – atualizou a tabela com efeito imediato.

Para ver os outros posts dessa série, que incluem LATAM Fidelidade, Avianca Amigo, Avianca Lifemiles, American Airlines AAdvantage e United Airlines MileagePlus, clique aqui.

OBS: Amanhã ou, no máximo, domingo, vai sair um post comparando 4 emissões em 4 programas Star Alliance: Victoria, Amigo, Lifemiles e MileagePlus. Aguardem que vai ser bom!

TABELA POR REGIÕES – América do Sul

TABELA POR REGIÕES – Europa

TABELA POR REGIÕES – América do Norte

TABELA POR REGIÕES – Ásia