Como a maioria dos leitores de blogs sabe, o AAdvantage, assim como a maioria dos programas de milhas americanos, agora exige um gasto mínimo em dólares para que os clientes possam ter status.

A lógica é simples: as empresas querem privilegiar quem gasta dinheiro com elas e não quem voa com elas. Há alguns meios de fazer com que  exigência não seja tão pesada – voando com as parceiras, por exemplo. Mas, ainda assim, a nova mecânica teve um impacto significativo no programa e eu vou explicar por que eu cheguei a essa conclusão.

Nessa semana que passou, eu estava nos EUA de férias e comprei passagens domésticas avulsas em classe econômica. Eu tenho dezenas de stickers na minha conta (stickers são os upgrades de 500 milhas que são oferecidos a cada 12.500 milhas creditadas na conta – eu explico tudo sobre eles aqui) e, quando comprei os bilhetes, solicitei o upgrade.

Na semana passada eu ainda era Platinum no AAdvantage – um nível médio de status, mas consegui upgrade para todos os 4 segmentos que voei – inclusive num voo doméstico de Charlotte para Las Vegas, que dura mais de 4 horas. E o que é mais impressionante: consegui os upgrades com 48 e 24 horas de antecedência.

No tempo que eu era Executive Platinum – o nível mais alto – não havia a exigência de EQDs. Quando eu comprava passagens com trechos domésticos eu só garantia upgrades nos voos com cerca de 1 hora de duração. Mais do que isso era roleta russa.

Imagino que a quantidade de clientes premium tenha reduzido drasticamente com a implantação dos EQDs. Por um lado, é ótimo porque consigo usar meus stickers. Por outro, não tenho mais os SWUs e nem posso alterar ou cancelar bilhetes emitidos com milhas gratuitamente – para mim, os dois maiores benefícios do Executive Platinum.

Alguém mais sentiu essa mudança no AAdvantage, MileagePlus ou Skymiles?

Eu explico a mecânica dos EQDs e EQMs em um tutorial completo sobre o AAdvantage (clique aqui para ler).