Agora que estamos avaliando as reais perspectivas de acúmulo e resgate de pontos para 2019 com as mudanças no Amigo e no LATAM Fidelidade, me sugeriram falar do TAP Victoria como alternativa. Então, dei uma olhada na tabela e cheguei a algumas conclusões.

Lembrando dois pontos importantes:

1 – Os valores para resgate com a própria TAP são altíssimos;

2 – o Victoria só emite ida e volta com as parceiras, mas tem a vantagem do stopover.

Não incluí a Emirates nesse bolo por conta das abusivas taxas de YQ cobradas pela companhia, que podem inviabilizar a emissão.

O que vale a pena em econômica?

Brasil – América do Norte por 70.000 milhas (35.000/trecho): não é o melhor valor, mas está dentro da média praticada pelo mercado brasileiro. É possível resgatar com a Avianca Brasil, Avianca Internacional, Copa Airlines, United e Air Canada.

Brasil – Norte da Ásia (Japão e Coreia do Sul) ou Sul da Ásia (China, Tailândia, Filipinas, Taipei, Singapura, Malásia, Indonésia, Vietnam, Cambodia e Laos) por 160.000 milhas (80.000/trecho): levando em consideração que estamos falando de, no mínimo, 2 trechos de longa distância, o valor é aceitável.

Via Europa, é possível ir com a Lufthansa, SWISS e Turkish em ambos os trechos. Mas também é interessante fazer um stopover na Europa e seguir com a ANA All Nippon Airways, considerada uma das melhores classes econômicas do mundo, ou então com a Asiana, Thai, EVA, Singapore, que também está no ranking das top airlines do planeta.

Via América do Norte, vale todas aquelas anteriormente citadas para a América do Norte, podendo adicionar a ANA,  Asiana, EVA e Singapore no trecho final.

Eu propositalmente deixei a Air China de fora, pois não considero que seja uma boa opção, já que dizem que o soft product não é bom – mas ela serve tanto o Brasil, como a Europa e a América do Norte.

Brasil – Oceania por 160.000 milhas (80.000/trecho): é possível ir via Argentina com a Air New Zealand (cuja disponibilidade é rara), via América do Norte, com Avianca(s), United e Copa e depois seguir viagem com a United ou com a Air New Zealand. Também é possível ir via Europa, com um stopover na Ásia, e seguir para a Austrália com a ANA, Asiana, Thai ou EVA, ou para a Nova Zelândia com a Air New Zealand.

Não há nenhum valor excepcional nas opções acima, mas elas ainda estão dentro da média do mercado.

O que vale a pena em executiva?

Brasil – América do Norte por 100.000 milhas (50.000 milhas/trecho): sem dúvida é uma ótima relação custo-benefício, principalmente se levarmos em conta que podemos usar a Air Canada e a Avianca Brasil no A330 em configuração 1-2-1. Em breve, a Copa estará oferecendo assentos-cama do Panamá para algumas cidades americanas (clique aqui para saber mais) e pode ser uma boa opção para o segundo trecho da viagem.

Brasil – Israel por 210.000 milhas (105.000 milhas/trecho): é um bom valor quando levamos em consideração que cada trecho tem um voo de cerca de 10-11 horas e outro de cerca de 3 – 4 horas. Lufthansa, Turkish, SWISS são as companhias recomendadas entre Brasil e Europa. De lá para Tel Aviv, acho que pode valer a pena experimentar a Austrian, cujo catering dizem ser excepcional.

OBS. O Victoria tem 2 valores para o Oriente Médio. Esse acima para Tel Aviv, mas para o restante do Oriente Médio o custo sobe para 260.000 milhas.

Brasil – Norte da Ásia/Sul da Ásia por 260.000 milhas (130.000 milhas/trecho): não é um valor excepcional (o Lifemiles dá um banho no Victoria no Sul da Ásia por 82.500 o trecho), mas temos que levar em consideração que são, pelo menos, 2 trechos de longa distância e podemos voar com boas ou excelentes companhias aéreas: Lufthansa, SWISS, Turkish, ANA, Asiana, Thai, EVA. Esse aspecto para mim conta muito na hora de decidir.

Sul da Ásia – Norte da Ásia por 60.000 milhas (30.000 milhas/trecho): é possível pegar voos de 7 horas de duração (Tóquio/Seoul – Bangkok, Singapura) com a ANA, Thai, Asiana e Singapore (que libera trechos em business dentro da Ásia). Ou também é possível investir em voos de cerca de 4 horas de duração entre Japão/Coreia do Sul e Taipei com a nova classe executiva da EVA. É um baita valor, na minha opinião.

O que vale a pena em primeira classe?

Sul da Ásia – Norte da Ásia por 120.000 milhas (60.000 milhas/trecho): o Lifemiles tem um valor melhor – 50.000 milhas/trecho e não cobra YQ. Mas com possíveis promos combinadas Livelo, o valor do Victoria pode ser interessante. Aqui o trecho é Bangkok-Tóquio na First da Thai. É a única primeira classe intra-Ásia no momento.

Brasil – Norte da Ásia/Sul da Ásia por 360.000 milhas (180.000 milhas/trecho): é muita milha, mas como expliquei acima, são 2 voos de 11 – 12 horas cada, o que dá 90.000 milhas pela F da Lufthansa entre Brasil e Europa, por exemplo, e mais 90.000 da Europa para a Ásia pela própria LH, pela Thai ou pela ANA. Entretanto, essa opção só é possível para quem tem disponibilidade para viajar sem planejamento, já que a Lufthansa só abre a First com antecedência de 14 dias e é a única companhia com a primeira classe da Star Alliance entre Brasil e Europa com disponibilidade para parceiras.

Alguém ainda pensa em investir suas milhas no TAP Victoria depois dessa reviravolta no nosso mundinho?