Ontem, o OMAAT publicou a nova parceria entre o AMEX americano e o Lifemiles, via Membership Rewards (clique aqui para ler). O AMEX é o segundo cartão americano a firmar parceria com o programa da Avianca Colômbia. O Citi ThankYou foi o pioneiro nesse segmento em novembro de 2017.

A transferência de pontos será na proporção 1:1 e o post do OMAAT destacou os bons resgates que o Lifemiles proporciona entre a América do Norte e outros continentes:

  • EUA para a Europa em executiva sai por 63.000 milhas
  • EUA para a Europa na primeira classe sai por 78.000 milhas
  • EUA para o sul da Ásia em executiva sai por 78,000 milhas
  • EUA para o norte de Ásia na primeira classe sai por 90,000 milhas

Mas como isso pode afetar os brasileiros?

Nós estamos em um momento muito delicado no mercado de programa de milhas aqui no Brasil. A maxi-desvalorização do Amigo, com o aumento da tabela do LATAM Fidelidade aliados à fusão Smiles-GOL e Multiplus-LATAM traz um cenário de muita incerteza quanto à possibilidade de bons resgates nos programas brasileiros. Adicione-se a isso a inércia dos órgãos que poderiam coibir abusos, tais como os MPs estaduais e o próprio MPF e temos a tempestade perfeita para inviabilidade de  resgates de bilhetes com milhas por milhões – literalmente – de pessoas.

O momento é de olhar com mais cuidado para os programas estrangeiros e o Lifemiles é um dos nossos focos por conta da parceria com a Livelo.

Apesar da sua quase destruição no Brasil, o AMEX é ainda é uma potência dos milheiros nos EUA. A entrada de mais esse player norte-americano no Lifemiles – um mercado mais amplo e mais rico que o brasileiro – pode levar a uma maior dificuldade nos resgates que envolvam direta ou indiretamente os Estados Unidos.

Enquanto isso, os cartões brasileiros ainda se comportam como amadores em um mercado de bilhões de reais – vide o Itau Sempre Presente, que, sem aviso, aumentou o custo do milheiro em 70% em 15 dias (clique aqui para ler) sem oferecer qualquer contrapartida para seus clientes.

O mar brasileiro não está pra peixe, nem o ar para milheiros …