O Smiles decidiu contribuir para fechar 2018 como o pior ano dos programas de milhagem no Brasil. Todos os 4 programas implementaram/implementarão mudanças extremamente maléficas para seus clientes.

Se o Smiles anunciar oficialmente as mudanças até o dia 1o de dezembro, o Amigo ficará com o título de único programa a não respeitar 90 dias de aviso prévio e informações transparentes para seus clientes.

Vamos ao que foi apurado pelo Leonardo Cassol do Melhores Destinos.

1 – Bilhete Cortesia Smiles

O melhor benefício para os clientes Diamante sofrerá restrições. Hoje, é possível a emissão gratuita para um acompanhante para todos os destinos GOL. A partir de março os voos para o Caribe e para os EUA estarão excluídos do benefício.

2 – Teto de Resgate para Smiles Diamante

Os clientes Smiles Diamante, em virtude de sua fidelização, possuem um teto no custo do resgate com milhas. Esse teto hoje é de 25.000 milhas e passará para 35.000 milhas, um aumento de 40%. Além disso, o teto somente poderá ser usado em 10 passagens/ano.

3 – Limitação no Acesso aos Lounges Gol

Os acompanhantes de clientes Gold, que hoje acessam os lounges gratuitamente, passarão a pagar pelo acesso. Eles terão 50% de desconto.

4 – Eliminação das Milhas Qualificáveis via Parceiros Financeiros

Atualmente, é possível transferir pontos de parceiros financeiros e receber milhas de qualificação na proporção 10:1. A partir de março, somente os cartões Smiles co-branded terão esse benefício.

5 – Trechos Qualificáveis

Hoje em dia, um bilhete SDU-BSB-MAO conta como dois trechos para acúmulo. A partir de março, será apenas um. Ou seja, as conexões não contarão mais como trechos.

6 – Acúmulo de Milhas Resgatáveis

O acúmulo de milhas resgatáveis é feito por multiplicadores de acordo com a tarifa adquirida.  Abaixo a tabela com o acúmulo atual e o futuro.

7 – Limitação de Emissões para Terceiros

O Smiles decidiu atacar o comércio particular de milhas, tal e qual Multiplus e TudoAzul fizeram. O programa também vai limitar a 25 o número de CPFs autorizados para emissões para terceiros.

Comentário

Os programas de milhas brasileiros se tornaram um filme de terror que não tem fim. Pouco afetos à estabilidade, mudam as regras ao seu bel prazer.

Isso somente demonstra a péssima gestão dos programas, que contam com pessoas incapazes de criar modelos que possam prever, com um mínimo de fidedignidade, o impacto das suas políticas e campanhas publicitárias no ativo e passivo dos programas.

Comercializam milhas e pontos a rodo, enchem os cofres de dinheiro e depois alteram o regulamento de tal forma que as pessoas não possam usar as suas milhas e pontos como haviam previsto.

Não estamos falando de mudanças pontuais nesses programas: as alterações atingem a sua lógica, a sua estrutura, o seu âmago. Não é pouca coisa, não é um mero ajuste e não é estável.

É um desastre.

Para ler o post original do Leonardo Cassol, clique aqui.