Hoje eu decidi escrever sobre um aspecto do Smiles que me incomoda já tem um tempo: a limitação da quantidade de milhas que se pode comprar.

Como vocês sabem, o Smiles é o único programa brasileiro que limita a compra direta de milhas em 40.000 a cada 12 meses. A Multiplus, concorrente direta do Smiles, tem um limite de 500.000 pontos – o que é excelente. É verdade que o Amigo não comercializa milhas, mas a parceria com a Livelo, com diversas promos bonificadas durante o ano, compensa a impossibilidade de compra.

Vocês podem alegar que o Livelo também transfere para o Smiles. Entretanto, na minha opinião,  esse não é um bom uso dos pontos Livelo. Vejamos:

Uma passagem do Rio ou São Paulo para Paris, em executiva, sai por 80.000 pontos Amigo voando Lufthansa ou Swiss, por exemplo. Em contrapartida, são necessárias 190.000 milhas Smiles para voar com a Air France e 200.000 milhas para voar KLM, com escala em Amsterdam. Fica patente que é muito mais vantajoso transferir para o Amigo do que para o Smiles.

Se o Fidelidade/Multiplus estivesse operacional para emissão com as parceiras, seria possível a emissão na executiva da British ou Iberia para Paris por 100.000 pontos.

Ou seja, o Smiles é o programa que demanda mais milhas, mas que estebelece uma quantidade irrisória de milhas para compra.

Ora, ainda que o Smiles faça promos que dão 150% de bônus na compra de milhas, esse limite de 40.000 só permite que a compra totalize 100.000 milhas em 12 meses, o que é muito pouco diante das centenas de milhares de milhas que o programa exige para a emissão em cabines premium.

O limite era justificável quando o Smiles era um bom programa para resgate de passagens aéreas. Hoje em dia não faz o menor sentido.

Ou bem se reduz significativamente o valor dos resgates ou libera a compra de milhas com muitas promoções vantajosas.

O que vocês acham?