O tema desse post é bem polêmico e surgiu de um comentário do Henrique P. P., apoiado pelo Sílvio Carneiro, no post sobre a estratégia do amigo de priorizar quem tem status nas transferências de milhas de cartões e parceiros (clique aqui para ler o post).

O comentário do Henrique foi o seguinte:

Apenas penso que, atualmente, as transferências de milhas e pontos do cartão de crédito ou da conta Livelo para o programa da Cia aérea deveria ser considerada para fins de obtenção de status no programa, ainda que se exija que uma parte da pontuação para obter o status seja voando na referida Cia em passagem emitida com dinheiro, e não com milhas (o que não ocorre com a Smiles e Tudo Azul).
Não acho razoável que um cliente que transfere uma boa quantidade de milhas não ter isso computado para fins de status. Dou como exemplo o Lifemiles onde, salvo engano , ao emitir com milhas para voar em vôos da própria Cia, pagando um valor extra, as milhas são consideradas para fins de status. Acredito que sequer a cobrança deste valor extra é razoável, mas já é um avanço“.

A tendência dos programas de milhas internacionais e nacionais – exceto o Smiles – é  de, cada vez mais, dificultar a obtenção de status pelos clientes.

Tudo começou com a Delta, que passou a exigir um gasto mínimo dos clientes além das milhas voadas. Para o CEO da empresa americana, quando todos os passageiros têm privilégios, ninguém tem privilégios. Era dificílimo conseguir upgrades gratuitos – a meu ver, o melhor benefício de se ter status alto – porque havia excesso de Diamond Medallions, Executive Platinums e Premier 1Ks.

Hoje em dia, o panorama é bem diferente: como eu mencionei em um post passado, sendo Platinum no AAdvantage – um nível médio de status – consegui upgrades com antecedência em todos os meus voos domésticos nos EUA, mesmo aqueles superiores a 4 horas de voo.

Em um panorama oposto – sou Diamante no Smiles como quase toda a torcida do Flamengo – eu tentei adiantar meu voo 4 vezes nos últimos dois meses e não consegui porque outros clientes Diamante tinham chegado no embarque antes de mim.

Então, o que tem sido melhor para mim hoje em termos de benefícios práticos na hora de voar – ter um status médio no AAdvantage ou ser top no Smiles? Sem dúvida alguma, o status médio do AAdvantage.

Eu, na perspectiva de passageira frequente que procura voar com a mesma companhia ou na mesma aliança para ter benefícios, ficaria muito chateada se a empresa desse para uma pessoa que nunca voa nela os mesmos privilégios que eu tenho a custa de muitas horas de voo e dinheiro gasto.

A questão, para mim, é que a transferência de pontos para um programa como o Amigo ou o LATAM Fidelidade, por exemplo, não significa que eu vou prestigiar a Avianca ou a LATAM. Os pontos podem ser usados para resgates com parceiras ou para a compra de eletrônicos, roupas, hospedagem etc. Não há aí qualquer ideia de fidelização com a companhia aérea ou suas parceiras ou ser passageiro frequente, mas o mero aproveitamento de um benefício do cartão de crédito por meio de um gasto que pode não ter qualquer relação com a companhia aérea.

O que eu acho que poderia ser feito é o que semelhante ao que o Lifemiles faz: voar com milhas na Avianca Internacional pode ser contado para fins de status, afinal, o cliente efetivamente voou e prestigiou a cia aérea.

E vocês, o que acham? Quero saber a opinião de todos os tipos de passageiros!