Meu penúltimo voo na volta para o Brasil foi entre Istambul e Frankfurt na classe executiva do A330-200 da Turkish Airlines. O voo é curto – cerca de 2h15 mins – percorrendo aproximadamente 1.144 milhas.

O embarque foi no remoto e muito bagunçado. Chamaram as pessoas portadoras de necessidades especiais, os idosos e pessoas com crianças de colo. Absolutamente todos os passageiros do voo, exceto eu, foram para essa fila. Eu permaneci na fila da executiva e Star Alliance Gold esperando a minha vez.

Quando os funcionários da Turkish já tinham permitido umas 10 pessoas jovens e cheias de saúde sem crianças por perto embarcar sem qualquer constrangimento, eu me aproximei e perguntei quando eles iriam chamar o pessoal da executiva (eu). O funcionário ainda aceitou o embarque de umas 3 ou 4 pessoas antes de mim.

Até aí eu achei que eu era a única passageira na executiva. Qual não foi minha surpresa ao ver que, encerrado o embarque, tinham chegado mais umas 6 pessoas. Provavelmente devem ter ficado na fila junto com os demais.

De qualquer modo, eu já tinha viajado com a Turkish entre Nova York e Istambul (clique aqui para ler a avaliação) e gostei demais do voo, apesar de achar que o hard product da empresa não é competitivo.

A mesma experiência se repetiu nesse voo: o soft product foi excepcional e o hard product deixou a desejar. Mas, contudo, todavia, tenho que levar em consideração que é um voo de 2 horas. Então, só pelo fato de ter um assento em que a gente pode esticar as pernas – não é flat bed nem angled bed – mas tem uma extensão do assento bem razoável, já dá um baita crédito para a empresa. Com o porém de que a extensão do meu assento estava quebrada … rsssss

Mas vamos aos fatos: a cabine tem a configuração 2-2-2 e os assentos são iguais aos dos B777-300ER da LATAM.

TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019
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O espaço entre os assentos é enorme!

TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Apesar da defasagem dos assentos, eles têm porta USB.

TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Eu não pude tirar fotos do cozinheiro com chapéu de mestre cuca, porque a purser ficou desconfiadíssima das minhas fotos e pediu que eu parasse de fotografar a cabine. Eu não discuto nessas horas: falou para parar, eu paro. Mas ela falou da cabine, e não do serviço. Então, o serviço de bordo começa com os famosos e coloridíssimos sucos oferecidos ainda em terra:

TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Eu não tomei nenhum porque todos têm açúcar! O voo, apesar das suas parcas 2 horas, tinha até menu:

TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Durante o voo, foram servidos drinks e nuts.

TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Como entrada, veio a salada de tomate com mozzarella de búfala, com a berinjela no azeite.

TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Também vieram os queijos e a sobremesa, que não era mousse de manga com maracujá do cardápio, eu juro para vocês. Estava mais para café com caramelo, algo assim.

TK business class IST – FRA A332 mar 2019
TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Como prato principal, ainda na vibe “vai gordinha”, eu escolhi as almôndegas turcas que estavam ma-ra-vi-lho-sas! Quentes, macias, úmidas, com legumes assados em um molho divino.

TK business class IST – FRA A332 mar 2019

Ah, e quando eu fui ao banheiro eu vi que a econômica também teve serviço de bordo de almoço completo … em um voo de 2 horas!

Sinceramente, eu acho que escolher a Turkish não tem erro! A gente abstrai o hard product – que está para ser atualizado com as novas aeronaves – e se deleita com o que a empresa oferece a bordo.

O atendimento dos comissários também foi muito bom: profissionais e gentis, nada a reclamar.

Para a duração do voo, merece nota 10!

Ah, esse voo eu emiti pela Multiplus, na época que ainda se resgatava Lufthansa e Turkish. Gastei 100.000 pontos entre Europa e Brasil, e essa foi a primeira perna da viagem.