Há uns dois anos, um querido aluno, o João Bulhões, me perguntou se eu conhecia o Lago di Garda e eu nunca tinha ouvido falar nesse lugar. João então me disse que eu tinha que ir lá porque, segundo ele, era o lago mais lindo que ele conhecia. O João é velejador profissional, e está disputando índice olímpico para ir para Tóquio em 2020. Logo, lago é algo que ele conhece muito bem. Cheguei em casa e procurei o tal do Lago di Garda no mapa.

Quando vi fotos de Garda, imediatamente me apaixonei e decidi que iria lá em alguma primavera. No início do ano, quando vi o João inscrito de novo em uma matéria comigo pensei que era o universo me dizendo que eu tinha que ir ao Lago di Garda ASAP.

Então, marquei essa viagem para maio, em plena primavera europeia, e juntei dois dias no Lago e os demais na Eslovênia, post do domingo passado (clique aqui para ler).

O Lago di Garda é o maior lago da Itália fica no norte do país, nas regiões do Veneto/Brescia/Trentino, entre Veneza e Milão. Ele estende-se por uma área de 370km2

Cerca de 80 km separam o extremo sul e o extremo norte do Lago. Isso significa que é possível visitar um lado cada lado do Lago de carro em um dia, parando nas principais cidades. E foi exatamente o que eu fiz. Cheguei via Veneza e fiz minha base em Sirmione, no sul do Lago.

Sirmione é considerada a pérola do Lago di Garda. Uma pequena cidade medieval, com uma área de 33 km2 e uma população que não chega a 10.000 pessoas. A foto abaixo é a vista aérea do centro histórico e é a única que não foi tirada por mim.

Reservei meu hotel no centro histórico, que fica na ponta norte da cidade e é a ela ligada via uma ponte estreitíssima.

 

Todo centro é muito estreito e somente carros autorizados podem circular por lá. Como eu era hóspede, tive que parar na guarita e pedir acesso ao guarda, que ligou para o meu hotel e confirmou minha reserva.

Cheguei num sábado à noite e a cidade estava lotada! Sirmione é uma graça e tem que constar no roteiro de visita ao Lago.

Depois de dar uma boa andada na cidade, peguei o carro e decidi passear pelo lado leste do Lago, dirigindo pela Gardesana – a estrada que circunda o lago –  até o extremo norte, em Torbole. Foi um domingo que começou com sol e terminou com chuva, o que atrapalhou bastante o meu roteiro. Mas foi o suficiente para aproveitar parte do dia com uma paisagem belíssima.

Eu fui parando aleatoriamente  ao longo do caminho para tirar minhas fotos. Os lugares mais bacanas foram Torri del Benaco e Pai.

Como era domingo, foi possível encontrar moradores passeando com suas famílias e animais na beira do lago que, vocês podem ver, é limpíssimo.

Minha primeira parada foi em Malcesine, uma cidadezinha de menos de 5.000 habitantes, mas muito procurada pelos turistas. Demorei um bom tempo para estacionar o carro e não consegui pegar o bondinho para subir o Monte Baldo por conta da fila quilométrica. Mas deu para andar bastante a pé e conhecer um pouco de uma das cidades mais famosas do Lago di Garda.

Minha parada seguinte foi em Torbole ao lado de Riva del Garda, outra cidade do Alto Garda. Elas ficam na parte mais profunda do Lago e é onde amantes da vela e do windsurf ficam.

Torbole é tão pequena, mas tão pequena, que se junta a outra aos pés da montanha e são conhecidas como Nago-Torbole. No verão Nago-Torbole e Riva del Garda são o point do lago, por conta dos esportes aquáticos.

O resto do dia ficou impraticável por conta da chuva. Ainda assim, de carro, passei por Garda e Bardolino (não deu para descer do carro), que são muito bonitinhas. Um dia ainda volto a Bardolino para tomar uma taça de vinho no terraço de algum restaurante à beira do lago no fim de tarde.

No dia seguinte, era a vez de visitar o lado oeste do Lago. O dia amanheceu péssimo – um pé d’água daqueles. Mas, não tinha jeito, a viagem estava toda organizada, com hotéis pagos e não tinha como ficar outro dia – ainda mais que a metereologia indicava chuva pelos próximos 2 dias.

A paisagem é radicalmente diferente: as montanhas íngremes descem diretamente no lago e, por conta delas, o caminho é cheio de curvas e túneis.

A cidade mais conhecida desse lado é Limone Sul Garda, conhecida por seus jardins de limão. Mas chovia muito e tirei pouquíssimas fotos da cidade.

Meu objetivo daquele dia era visitar o Ladgo di Tenno, cujas fotos na internet são o convidativas. Apesar da chuva, não desisti. Tenno fica na região das montanhas e seu acesso é via Riva del Garda. A estrada é íngreme e cheia de curvas fechadas – não é um lugar de fácil acesso, não.

Abaixo, a vista de Riva del Garda.

Depois de muito dirigir e me perder – mesmo com o GPS, finalmente cheguei no Lago di Tenno. Entretanto, não consegui chegar na margem por conta da chuva intensa – o nevoeiro também não contribuiu para me estimular …

Foi uma pena que o tempo não me ajudou nessa etapa da viagem, mas adorei ter conhecido o Lago di Garda. Eu ainda volto para aquela taça de vinho em Bardolino!

Tenho uma dívida eterna com o João Bulhões … rsssss

E vocês? Conhecem o Lago? Gostaram?